Homem é preso após feminicídio em Guarapuava; vítima levou 28 facadas
Suelen Cristina Cordeiro, de 31 anos, foi assassinada pelo companheiro em um crime brutal
O homem que matou a companheira, Suelen Cristina Cordeiro, com 28 facadas em Guarapuava, no Paraná, trancou a porta da casa com cadeado para cometer o crime sem ser impedido, de acordo com a Polícia Civil. Vizinhos que tentavam entrar no imóvel só conseguiram ouvir os gritos da vítima.
O crime ocorreu na noite do dia 27 de junho. A conclusão do inquérito foi divulgada em coletiva de imprensa pela delegada Ana Hass de Miranda, titular da Delegacia da Mulher. A delegada solicitou ao Ministério Público do Paraná o indiciamento do suspeito, Anderson José da Fonseca, por feminicídio.
A defesa de Anderson afirmou que "a investigação encontra-se em estágio embrionário" e que "qualquer juízo de valor ou conclusão precipitada é prematura e pode comprometer a busca pela verdade real".
Após cometer o crime, Anderson trocou de roupa e foi para um bar próximo, onde acabou preso. A polícia apreendeu o veículo, as roupas usadas pelo suspeito e uma jaqueta que teria sido utilizada pela mulher em tentativa de defesa.
O laudo necroscópico revelou que Suelen foi atingida por 28 facadas em áreas vitais, como tórax, dorso e abdômen. Ela apresentava ferimentos nas mãos, indicando que tentou se defender, além de escoriações no corpo devido a outras agressões.
A delegada informou que o ataque durou cerca de seis minutos. Os respingos de sangue pela casa indicam que a vítima tentou fugir do agressor. Antes de começar as agressões, o homem trancou a casa por dentro para evitar que vizinhos ajudassem. Após o ataque, ele saiu por uma janela e jogou fora a chave do imóvel.
Segundo a delegada, Suelen e Anderson saíram juntos na mesma noite e foram a um bar, onde se encontraram com um primo dele e uma amiga. Como Anderson estava sob medida cautelar devido a um caso anterior, o casal precisou voltar para casa acompanhado.
Ao retornar, encontraram a porta trancada e ouviram os gritos de Suelen pedindo socorro. Vizinhos tentaram entrar, mas não conseguiram, e chamaram a polícia.
Além disso, Anderson tinha um histórico de violência, incluindo passagens por roubo e um caso anterior de agressão contra uma ex-companheira. Testemunhas relataram que Suelen já havia sido agredida anteriormente, mas não fez denúncias por medo de represálias.
Após a prisão, Anderson negou o crime, atribuindo a culpa a um ex-companheiro da vítima. Contudo, essa versão foi rejeitada, já que imagens mostram apenas o casal e amigos entrando na casa e o imóvel estava trancado.
A Ouvidoria da Câmara de Guarapuava emitiu nota de pesar pela morte de Suelen, afirmando que ela deixava três filhos, que agora enfrentam a dor da perda de forma prematura.