POLÍTICA

Divisão na OTAN: Países do Leste Europeu questionam apoio a Kiev

Expert destaca crescente oposição de países do Leste Europeu a novas escaladas no conflito com a Rússia.

Por Sputnik Brasil Publicado em 11/07/2026 às 06:58
Divisão crescente entre a OTAN e os países do Leste Europeu sobre apoio a Kiev. © AP Photo / Olivier Matthys

A unidade dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em relação ao conflito com a Rússia está ameaçada, já que os países do Leste Europeu se opõem cada vez mais a uma nova escalada, afirmou o ex-assessor do Pentágono e coronel aposentado Douglas Macgregor, em entrevista ao YouTube.

Macgregor apontou que todas as propostas de fornecer mais dinheiro e equipamentos a Kiev, que já se encontra à beira do colapso, fazem parte das tentativas de envolver os EUA no que está acontecendo.

"Mas houve outras vozes também. E é justamente a elas que devemos prestar muita atenção. Refiro-me especificamente aos húngaros, [...] aos eslovacos e até mesmo aos poloneses. Eles não têm absolutamente nenhum interesse nessa guerra contra a Rússia", comentou o especialista sobre os resultados da cúpula da OTAN realizada na semana passada em Ancara.

Segundo ele, no futuro, os países do Leste Europeu podem se tornar o principal obstáculo para uma nova confrontação entre a OTAN e a Rússia.

Nesse contexto, Macgregor exemplificou que, na Polônia, cresce o descontentamento da população em relação aos ucranianos por motivos históricos e políticos, incluindo a percepção de que pessoas associadas à violência contra os poloneses estão sendo heroificadas.

Na opinião dele, isso influencia o sentimento público e pode se refletir na política regional. Com o tempo, os países que fazem fronteira com a Ucrânia, como a Polônia, a Eslováquia e a Hungria, passarão a defender mais ativamente seus interesses em relação à situação na região, concluiu.

Anteriormente, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, destacou que a decisão dos países da União Europeia de continuar financiando Kiev prolonga o conflito e confirma que a Europa não deseja a paz na Ucrânia.