Escudo das Américas critica denúncias sobre eleições na Colômbia
Declarações cercadas de incertezas levantam dúvidas sobre o processo eleitoral no país.
Os membros do "Escudo das Américas" manifestaram profunda preocupação sobre as recentes declarações e ações que, "sem fundamentos devidamente comprovados", lançam dúvidas sobre a integridade do processo eleitoral na Colômbia e geram incerteza quanto ao curso normal da transição institucional.
Em comunicado conjunto dos governos dos Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai e Trinidad e Tobago, o grupo observa que em toda democracia constitucional, a vontade soberana dos cidadãos - livremente expressa nas urnas e formalizada pelas autoridades eleitorais competentes - constitui o único fundamento da legitimidade do poder público.
"Desconsiderar os resultados oficialmente proclamados por essas autoridades constitui um grave desrespeito à vontade popular e aos princípios que sustentam o Estado de Direito", diz o comunicado divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA nesta sexta-feira, 10. O "Escudo das Américas" é uma aliança de segurança e coalizão anticartéis lançada pelo governo americano de Donald Trump com foco no Hemisfério Ocidental.
O comunicado é divulgado em meio a uma crise depois da eleição do direitista Abelardo de la Espriella. O atual presidente do país, Gustavo Petro, alegou que houve fraude eleitoral, após a derrota do candidato governista Ivan Cepeda.
A eleição de la Espriella na Colômbia e de Keiko Fujimori no Peru marcam mais um capítulo da guinada política que vem aproximando partes da América Latina do estilo e das prioridades de Trump.
"Rejeitamos qualquer ação, declaração ou decisão que busque deslegitimar o mandato conferido pelos cidadãos, desacreditar sem fundamento as autoridades eleitorais competentes ou obstruir a transição institucional", salientou comunicado da aliança ligada ao governo Trump.