Valdemar Costa Neto se defende de acusações de desvio de emendas parlamentares
Presidente do PL nega participação em esquema e critica bloqueio de bens de R$ 119 milhões.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, negou nesta sexta-feira (10) qualquer participação de esquema criminoso para desviar emendas parlamentares.
Alvo de investigação da Polícia Federal (PF) sobre o desvio de emendas parlamentares, ele teve bens bloqueados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, no valor de até R$ 119 milhões.
A defesa de Valdemar classificou como "natural e legítima" a atuação de um presidente de partido na articulação política com sua bancada e que a decisão parte de "premissas frágeis" e de "indevida criminalização da atividade político-partidária".
Afirmou ainda que não há demonstração de dolo, fraude ou participação consciente do dirigente em irregularidades.
As investigações reúnem mensagens trocadas entre Valdemar e servidores da Câmara que indicam que o presidente do PL desempenhava funções semelhantes às de um líder parlamentar, apesar de não ocupar mandato, e apontam que ele interferiu para definir valores e alterar o destino de emendas.
No total, R$ 104 milhões de R$ 121 milhões de emendas já foram liberados. Dino também determinou a paralisação imediata de todas as despesas públicas relacionadas às emendas citadas no inquérito.
Em uma das conversas, mostra o portal g1, um assessor afirma ter conseguido um horário com Valdemar e relata ao interlocutor: "Acho que ele vai jogar no Turismo os 24. Pode ser?".
Os "24" do diálogo seriam R$ 24 milhões em emendas parlamentares ao Ministério do Turismo.
Flávio Bolsonaro defende Valdemar e critica PF
Nas redes sociais, o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a decisão do STF e as investigações:
"Como presidente do maior partido do Brasil, é natural que ele atue politicamente junto a deputados federais, em especial os do próprio PL. Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo. A Polícia Federal, que diz não ter efetivo nem recursos para investigar as denúncias contra Lulinha, filho do presidente Lula, mais uma vez mobiliza recursos para atacar adversários do presidente. Essa perseguição precisa parar."
Por Sputinik Brasil