INVESTIGAÇÃO

Suspeito de espancar e estuprar jovem com graves sequelas neurológicas é preso pela Polícia Civil em Alagoas

Considerado foragido da Justiça, Victor Bruno da Silva, de 18 anos, foi localizado na zona rural do Agreste e será submetido a interrogatório antes de permanecer à disposição do Judiciário

Por Redação Publicado em 10/07/2026 às 15:17
“Vitinho” é investigado pelos crimes de estupro, espancamento e tentativa de homicídio Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) cumpriu, na manhã desta sexta-feira (10), um mandado de prisão preventiva contra Victor Bruno da Silva, de 18 anos, conhecido como "Vitinho". O jovem é investigado pelos crimes de estupro, espancamento e tentativa de homicídio contra Maria Daniela Ferreira, de 19 anos, em um caso que causou forte repercussão no estado devido às graves sequelas deixadas na vítima.

A prisão foi realizada na zona rural do Agreste alagoano. Victor Bruno estava sendo considerado foragido desde que a Justiça decretou sua prisão preventiva. Após ser capturado, ele foi conduzido à sede da Delegacia Geral, no bairro de Jacarecica, em Maceió, onde será interrogado e permanecerá à disposição da Justiça.

O caso ocorreu no dia 6 de dezembro de 2024, durante uma confraternização escolar realizada em uma chácara pertencente à família do investigado, localizada no povoado Poção, zona rural do município de Coité do Noia. Embora o crime tenha acontecido no ano passado, ganhou ampla repercussão nos últimos meses, após o pai da vítima denunciar publicamente a gravidade do estado de saúde da filha e cobrar uma resposta das autoridades.

Segundo as investigações da Polícia Civil, Maria Daniela foi submetida à violência sexual, sofreu agressões físicas e foi asfixiada. Em decorrência das agressões, a jovem apresentou traumatismo craniano grave, permaneceu em coma por cinco dias e passou a conviver com severas sequelas neurológicas, que reduziram sua autonomia e exigem acompanhamento médico contínuo e tratamento especializado de reabilitação.

Durante a investigação, exames toxicológicos identificaram a presença de cinco substâncias químicas no organismo da vítima: Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina. Conforme informou a Polícia Civil na época, a Prometazina possui efeito sedativo e pode ser utilizada para facilitar a prática de crimes sexuais.

Além disso, o laudo médico concluiu que Maria Daniela sofreu privação de oxigênio por tempo suficiente para provocar comprometimento cerebral significativo, resultando em danos neurológicos permanentes.

Desde o início das investigações, Victor Bruno nega qualquer envolvimento no crime. Em manifestação divulgada anteriormente, o pai do investigado afirmou que a jovem teria passado mal enquanto estava na companhia do filho e sustentou que ele prestou socorro à vítima. Ele também declarou que o rapaz não fazia uso de bebidas alcoólicas e que, caso Maria Daniela tenha ingerido álcool, isso não teria acontecido na presença dele.

Com a prisão do investigado, a Polícia Civil dará continuidade aos procedimentos da investigação, enquanto o suspeito permanecerá à disposição da Justiça para responder pelos crimes que lhe são atribuídos.