ECONOMIA

Queda do ouro reflete incertezas sobre juros e conflitos no Oriente Médio

O metal precioso fechou a semana com perdas, atingindo US$ 4.113,7 por onça-troy.

Por Estadao Conteudo Publicado em 10/07/2026 às 14:44
Barra de Ouro Reprodução

O ouro encerrou em queda nesta sexta-feira, 10, com o mercado avaliando sinais mistos sobre o conflito no Oriente Médio e os impactos no cenário inflacionário global.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em queda de 0,65%, a US$ 4.113,7 por onça-troy, enquanto a prata para setembro recuou 0,96%, a US$ 60,165 por onça-troy. Na semana, os metais perderam aproximadamente 0,30% e 0,80%.

Apesar da retomada das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, mediadas pelo Catar, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no fim da manhã desta sexta que o acordo de cessar-fogo com o Irã acabou. Apesar de terem sido registrados bombardeios em território iraniano ainda na quinta, 8, os EUA negaram participação nos ataques. Para o ANZ, o arrefecimento dos temores de uma escalada significativa do conflito limita a queda dos preços do ouro.

Diante do cenário, as expectativas de taxas de juros elevadas no curto prazo continuam pressionando o metal dourado, já que os preços mais altos de energia - resultantes da nova escalada de tensões - podem atrasar o processo de desinflação global, segundo o estrategista de pesquisa da Pepperstone, Ahmad Assiri. Assim, o mercado segue relutante em aumentar posições em ouro, já que a incerteza sobre a trajetória dos juros nos EUA continua e os rendimentos dos Treasuries permanecem elevados.

Contudo, a perspectiva de médio prazo para o ouro permanece construtiva em comparação com a pressão vendedora observada nas últimas semanas, ainda segundo o analista da Pepperstone. Na mesma linha, a GivTrade destaca que o metal continua, no geral, sustentado pela busca por ativos de segurança e diversificação dos bancos centrais.

No radar, o Federal Reserve (Fed) divulgou no fim da tarde de quinta-feira os integrantes das forças-tarefa que vão ajudar a examinar áreas centrais para a condução ampla da política monetária.

*Com informações de Dow Jones Newswires