POLÍTICA

Lula destaca potencial dos minerais críticos para soberania do Brasil

Presidente defende que materiais estratégicos podem garantir autonomia financeira e tecnológica ao País.

Por Estadao Conteudo Publicado em 10/07/2026 às 14:15
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na reunião sobre minerais críticos nesta sexta-feira, 10, que os materiais podem conceder uma soberania financeira e tecnológica para o Brasil. Segundo o presidente, a reunião foi feita para que o governo tomasse uma decisão sobre como será a condução da política sobre o tema daqui em diante.

"Nós precisamos tomar uma decisão do que o governo vai fazer com esse material estratégico, que pode dar ao Brasil, não apenas a soberania do minério, mas pode dar soberania também financeira, pode dar soberania tecnológica e de conhecimento numa área em que a gente já sabe o que fazer", declarou o presidente.

O discurso de Lula, divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), foi marcado por recados para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O presidente afirmou que o republicano teria "inveja" do conhecimento chinês sobre minerais críticos e que agora ele também precisará estar preocupado com o Brasil.

"Se o Trump está preocupado com a China, pode começar a estar preocupado com o Brasil, que nós vamos ser detentores de fazer as mesmas coisas, ou mais qualificadas, que o chinês faz", disse o presidente.

O presidente também comentou sobre a educação do Brasil em relação aos minerais críticos, afirmando que achava que o País era "analfabeto" no assunto, mas que a reunião deixou claro o potencial brasileiro na produção de tecnologias de valor agregado. Em crítica a empresários, o petista disse que a elite brasileira é americanizada, mas também depende de outros países.

"A elite é muito americanizada, mas a agricultura depende do fertilizante russo e o comprador depende do povo chinês, então a gente compra fertilizante da Rússia e vem para a gente, minério de ferro também, não são os Estados Unidos que compram o nosso minério de ferro, é a China", declarou.

Ele defendeu a participação governamental, afirmando que todas as inovações do tipo, como a do petróleo no século passado, tiveram a participação do Estado. Para isso, ele cobrou da Petrobras, dizendo que a empresa tem que ser a financiadora da inovação brasileira.