FIEA reforça agenda de adaptação climática com lançamento de guia da CNI para a indústria
Publicação orienta empresas a incorporar a adaptação às mudanças do clima à estratégia de negócios e fortalecer a competitividade
A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) participou, nessa quinta-feira (9), em Brasília, do lançamento do “Guia da Indústria para Adaptação à Mudança do Clima”, publicado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A iniciativa busca apoiar empresas na incorporação da adaptação climática às estratégias de negócios, diante dos impactos cada vez mais frequentes de eventos extremos sobre a produção, a infraestrutura e as cadeias de suprimentos.
Durante o evento Indústria Resiliente: Estratégias de Adaptação à Mudança do Clima, representantes do setor produtivo, do governo e de instituições parceiras discutiram medidas para aumentar a resiliência da indústria e reduzir riscos associados às mudanças climáticas.

O Sistema FIEA foi representado pelo diretor de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade Industrial, Júlio Zorzal. Segundo ele, o lançamento representa um marco para a indústria brasileira ao reforçar que a adaptação climática deve fazer parte da estratégia empresarial. “O guia amplia a capacidade da indústria de antecipar riscos, aumentar sua resiliência e fortalecer a competitividade, ao mesmo tempo em que acelera a transição para uma economia de baixo carbono”, afirmou.
Segundo Zorzal, a preparação da indústria para os desafios climáticos é também um investimento em inovação e desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, ele destacou que a FIEA vem intensificando a mobilização do setor industrial alagoano por meio de iniciativas voltadas à descarbonização, à inovação e à adaptação às mudanças do clima.

Entre essas ações está o Grupo de Trabalho de Baixo Carbono e Recursos Naturais, coordenado pela Federação, que reúne grandes empresas e parceiros estratégicos para desenvolver soluções colaborativas e fortalecer a construção de uma indústria mais resiliente, competitiva e preparada para os desafios futuros.
Agenda competitiva
Durante o evento, o gerente de Recursos Naturais da CNI, Mario Augusto Cardoso, afirmou que a adaptação deixou de ser uma pauta exclusivamente ambiental e passou a integrar a agenda de competitividade das empresas.
“A mudança climática deixou de ser uma preocupação distante ou restrita ao campo ambiental. Hoje, ela se manifesta de forma concreta no cotidiano das empresas, das cidades e das cadeias produtivas. Falar de adaptação é falar de gestão de riscos, produtividade, segurança hídrica e energética, planejamento de longo prazo e competitividade”, destacou.

Recomendações
O Guia da Indústria para Adaptação à Mudança do Clima reúne orientações para que as empresas identifiquem riscos climáticos, fortaleçam a resiliência de suas operações e incorporem medidas de adaptação ao planejamento estratégico. A publicação apresenta recomendações voltadas, inicialmente, aos setores de óleo e gás, alimentos e têxtil, organizadas em cinco eixos: eficiência no uso de recursos, fontes de energia, produtos e serviços, mercados e resiliência.
Ao longo da programação, especialistas também alertaram para os impactos econômicos da crise climática, como a redução da disponibilidade hídrica, prejuízos à infraestrutura e interrupções nas cadeias produtivas. O consenso entre os participantes foi de que incorporar a adaptação climática ao planejamento empresarial é fundamental para reduzir vulnerabilidades, garantir a continuidade dos negócios e ampliar a competitividade da indústria brasileira.
O Guia da Indústria para Adaptação à Mudança do Clima pode ser acessado clicando aqui.
Álbum de fotos no Flickr.http://flickr.com/photos/cniweb/sets/72177720334606721/
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