SAÚDE

Vacinas contra covid-19 terão nova formulação para variantes

Anvisa atualiza composição dos imunizantes para enfrentar novas linhagens do SARS-CoV-2.

Por Estadao Conteudo Publicado em 10/07/2026 às 11:29
Vacinas contra covid-19 terão nova formulação para variantes Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a atualização da composição das vacinas contra a covid-19 utilizadas no Brasil. A medida, publicada na quinta-feira, 9, no Diário Oficial da União (DOU), tem como objetivo melhorar a proteção contra as variantes do SARS-CoV-2 que circulam atualmente no País.

Pelas novas regras, os imunizantes deverão ser monovalentes , ou seja, direcionados a uma única linhagem do vírus, e conter preferencialmente a variante LP.8.1 . Também poderão ser usados ​​antígenos derivados da cepa JN.1 , como XFG e NB.1.8.1 , desde que demonstrem capacidade de neutralizar as variantes em circulação.

A norma também estabelece um período de transição . As vacinas produzidas e registradas antes da atualização, assim como os lotes já distribuídos, poderão ser aplicadas até nove meses após a aprovação das novas formulações pela Anvisa. Depois desse prazo, seu uso se tornará proibido, salvo manifestação expressa da agência.

Por que a vacina precisa ser atualizada?

Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que o coronavírus sofre mutações constantes, assim como o vírus da gripe. Por isso, por mais semelhante que seja a variante utilizada na formulação da vacina em relação à que está circulando, maior tendência a ser a proteção oferecida pelo imunizante.

Segundo Kfouri, tanto a LP.8.1 quanto a JN.1 , XFG e a NB.1.8.1 são subvariantes de Ômicron . Elas foram identificadas por meio de sequenciamento genômico e representam as linhagens atualmente em circulação.

Como as novas variantes tendem a substituir as anteriores com o passar do tempo, é necessária a atualização periódica das vacinas. Mas isso não significa que os imunizantes atuais deixaram de funcionar. As vacinas continuam protegendo principalmente contra casos graves da doença, ressalta Kfouri. O objetivo da atualização é aumentar ainda mais a eficácia contra as variantes recentes e manter o melhor pareamento possível entre a vacina e o vírus em circulação.