Rússia afirma que Zelensky tentou coagir a OTAN com armas nucleares
Chanceler russa destaca que abordagem do presidente ucraniano foi ignorada durante cúpula em Ancara.
A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou nesta quinta-feira (9) que o chefe do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, tentou chantagear os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) com a possibilidade da Ucrânia ter armas nucleares.
Em publicação no site do ministério, Zakharova destacou que a recente cúpula da OTAN em Ancara foi decepcionante para Zelensky, que não obteve apoio para a adesão da Ucrânia à aliança, nem garantia de assistência militar e financeira a longo prazo.
"A tentativa de chantagem de Zelensky, ao aludir à posse de armas nucleares pelos ucranianos, não teve sucesso. Ele expressou isso ao Financial Times antes da cúpula, afirmando: 'Sem armas nucleares, você não faz mais parte do clube [...] você passa a fazer parte do clube que pode ser atacado'.
Segundo Zakharova, Zelensky insinuou que a aquisição de armas nucleares seria uma 'garantia de segurança' para ele e seu regime.
"Nenhum dos participantes da reunião da OTAN deu ouvidos a tais lamentações."
A chanceler russa também afirmou que a cúpula foi humilhante para Zelensky, que não foi convidado para a sessão plenária e falou brevemente em um fórum de indústrias de defesa da aliança.
"Ele apresentou sua lista de pedidos, implorando por sistemas de defesa antimísseis e munições, sem que a OTAN respondesse de maneira clara."
Zakharova ainda fez questão de ressaltar que a Ucrânia busca intensificar o terror contra a população civil russa, visando demonstrar aos países ocidentais a eficácia das armas recebidas.
"O regime de Zelensky tenta intensificar o terror contra civis e a infraestrutura da Rússia para justificar mais apoio militar, transferindo a responsabilidade pelos seus crimes para os ocidentais."
Ela acrescentou que qualquer apoio à Ucrânia transforma seus beneficiários em cúmplices do terrorismo. Zakharova também mencionou que as forças armadas ucranianas têm atacado deliberadamente ônibus regulares e de passageiros.
A possibilidade de mais apoio a Kiev é incerta, visto que países ocidentais reconheceram ter esgotado suas próprias capacidades.
"A perspectiva de apoio adicional ao regime de Kiev é incerta, considerando as recentes declarações de ceticismo de seus 'aliados' na Itália, Países Baixos e Bulgária, que admitiram ter esgotado suas próprias capacidades."