Tenente baleado passa por traqueostomia e permanece internado na UTI
Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça, apresenta quadro estável em hospital de Santo André.
O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça no fim de junho em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, passou por uma traqueostomia na manhã desta quinta-feira, 9. Segundo o 1º Batalhão de Polícia de Choque (Rota), o procedimento foi realizado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, sem intercorrências.
De acordo com a corporação, o oficial retornou à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permanece internado em estado grave, mas estável, sob cuidados intensivos.
"Os parâmetros neurológicos seguem favoráveis: a pressão intracraniana mantém-se estável em níveis baixos, o dispositivo de drenagem permanece funcionante, com líquido claro, e as pupilas seguem isocóricas e fotorreagentes", informou a corporação.
A Polícia Militar informou ainda que Ronickson apresenta estabilidade do ponto de vista hemodinâmico, recebe medicação de suporte em baixa dosagem, está sem febre, mantém função renal preservada e continua em tratamento com antibióticos e alimentação por sonda.
A equipe médica também acompanha o vasoespasmo cerebral decorrente do trauma sofrido pelo policial. Segundo a corporação, a redução da sedação será iniciada após o controle dessa condição. A gastrostomia, procedimento previsto para auxiliar na nutrição do paciente, foi reprogramada para a próxima semana.
O tenente foi baleado em 27 de junho, na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. Imagens de câmeras de segurança mostram o policial parado com a motocicleta em um semáforo quando dois homens, também em uma moto, se aproximam. Instantes depois, ele é atingido pelos disparos e cai no chão.
Ele foi socorrido por equipes de resgate e levado de helicóptero ao hospital. Desde então, permanece internado após passar por uma cirurgia neurológica de alta complexidade.
A investigação sobre a tentativa de homicídio continua. Até o momento, três homens foram presos por suspeita de participação no crime. Segundo a Polícia Militar, o suspeito detido na terça-feira não foi o autor dos disparos, mas teria participado da ação.
Outro investigado, Hércules da Costa Siqueira, segue foragido e foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à prisão dele. O Estadão não conseguiu localizar a defesa de Siqueira.