Irã aponta países aliados aos EUA como alvos legítimos
Teerã acusa Catar, Jordânia, Arábia Saudita e Emirados de apoio logístico aos ataques americanos.
O Irã afirmou nesta quinta-feira, 9, que considerará alvos legítimos de todos os países que consideram apoio às operações militares dos Estados Unidos contra seu território, enquanto a diplomacia iraniana mantém contatos com governos da região para discutir a escalada das petições.
Em publicação da agência estatal iraniana Fars News no Telegram, citando fontes militares e dados de serviços de rastreamento de voos, Teerã alegou que caças americanos receberam apoio logístico a partir de bases no Catar , Emirados Árabes Unidos , Arábia Saudita e Jordânia durante os ataques das últimas 48 horas. A reportagem também menciona o suposto emprego de aviões-tanque e o uso de bases militares americanas nesses países. As declarações não foram corroboradas de forma independente, e, segundo a própria publicação, os Emirados Árabes Unidos não confirmaram nem negaram o suposto envolvimento.
Ainda segundo a Fars , os ataques americanos atingiram infraestruturas ligadas ao setor ferroviário, petrolífero e aeroportuário do Irã. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) declarou que "qualquer origem de apoio às forças americanas para ataques contra a soberania e o território do Irã será considerada um alvo legítimo" das Forças Armadas Iranianas.
A publicação também cita o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei , segundo o qual instalações marítimas, ferroviárias, aeroportuárias e dos setores de petróleo e gás na Arábia Saudita , Kuwait , Emirados Árabes Unidos , Catar , Jordânia e Bahrein poderão ser alvo de uma resposta iraniana de operações caso esses países considerem suporte às americanas.
Em paralelo, o Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que o ministro Abbas Araghchi conversou por telefone com o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita , Faisal bin Farhan , para discutir os desdobramentos da crise regional após os ataques dos Estados Unidos.