SEGURANÇA PÚBLICA

Suspeito é liberado após morte durante salto de rope jump em SP

João Antonio Pivetta passou 18 dias preso e a polícia descartou acusações contra ele.

Por Estadao Conteudo Publicado em 09/07/2026 às 12:04
Relato aponta retirada de câmera após morte de jovem em salto de rope jump Reprodução

João Antonio Pivetta, um dos funcionários contratados pela empresa responsável pelo evento de rope jump, foi solto nesta quarta-feira, 8, após permanecer 18 dias na prisão. Ele foi detido após o trágico incidente que resultou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada da Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), sem cordas de segurança.

Segundo investigações da polícia, João não era um dos instrutores que lançavam os participantes da ponte; sua função era cuidar da retirada do equipamento dos saltadores, localizando-se na parte inferior da estrutura, logo após os saltos.

O funcionário havia sido preso sob a suspeita de ocultação de provas, incluindo a câmera que Maria Eduarda usava durante o salto. No entanto, a polícia chegou a um entendimento de que ele não estava envolvido, levando à revogação de sua prisão. "É um sentimento de angústia constante. Um sentimento aterrorizante, até porque a gente não tem notícias de como as coisas estão... Me sinto grato pelas equipes de investigações", declarou Pivetta à EPTV, afiliada da Rede Globo.

Além de João, Gabriel Barros Martins também foi solto na mesma data, após a revogação de sua prisão. Gabriel tinha a função de acompanhar a descida dos participantes e cuidar da preparação do equipamento, mas foi preso sob a acusação de ter deixado o local rapidamente após a tragédia. A polícia também o isentou de qualquer responsabilidade pela morte de Maria Eduarda.

Nenhum dos dois, João e Gabriel, foi indiciado pela Polícia Civil ou denunciado pelo Ministério Público (MP). No entanto, na terça-feira, 7, quatro pessoas foram acusadas pela morte da jovem, incluindo a organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves, além de três instrutores.

Segundo a denúncia, os organizadores realizavam saltos para um público de até 100 pessoas diariamente, sem uma adequada estrutura de segurança e sem os devidos cuidados, como a conferência do equipamento e a verificação de segurança necessárias.

A investigação da Polícia Civil, dividida em dois inquéritos, ainda não conseguiu localizar a câmera Go Pro que estava atrelada ao braço da vítima, e não foi possível determinar quem retirou o equipamento. Contudo, Evelyne foi denunciada por supostamente ordenar a exclusão do conteúdo da câmera, dificultando a apuração dos fatos. Testemunhas afirmaram que ela mencionou a necessidade de apagar o vídeo do salto.