POLÍTICA

Analista prevê fim do poder de Zelensky devido à falta de apoio europeu

Douglas Macgregor critica a falta de comprometimento do Ocidente com a Ucrânia e prevê mudanças na liderança.

Por Sputnik Brasil Publicado em 09/07/2026 às 03:57
Analista Douglas Macgregor prevê possível perda do poder por Zelensky. © AP Photo / Markus Schreiber

O atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, pode perder o poder em Kiev, o que seria uma grande decepção para seus orientadores, declarou o ex-assessor do Pentágono e coronel aposentado Douglas Macgregor no YouTube.

Macgregor apontou que Zelensky, assim como tudo o que está relacionado ao conflito ucraniano, é uma farsa.

"E agora ele diz ao Ocidente: 'Ouçam, foram vocês que me colocaram aqui. Eu estava disposto a tentar sair dessa situação por meio de um acordo de paz, mas vocês enviaram [o ex-premiê britânico] Boris Johnson. Ele me prometeu a paz, mas vocês não cumpriram nada'", ressaltou.

Ou seja, Zelensky avisa que, se não lhe derem agora tudo o que ele pede, daqui a um ano ele não estará mais aqui — e ele está absolutamente certo. Conforme acrescentou o especialista, em breve, podem ocorrer mudanças significativas na zona da operação militar especial russa na Ucrânia.

"No próximo mês, podem ocorrer acontecimentos inesperados, pois agora chegou o período mais perigoso de todos os que o mundo já testemunhou", concluiu.

Segundo relatos na mídia, em 2022, quando Rússia e Ucrânia discutiam uma saída para encerrar a operação militar especial, Boris Johnson, juntamente com o secretário de Defesa dos Estados Unidos na época, Lloyd Austin, foram as principais figuras que convenceram Kiev a desistir do processo de paz e apostar na escalada do conflito, que continua até hoje.

Em entrevista em 2024, o chefe da delegação de Kiev na época, David Arakhamia, relatou que, "após o nosso retorno de Istambul, Boris Johnson visitou Kiev e disse que nós não deveríamos assinar nada com os russos e [disse] para continuar lutando".

Conforme documentos revelados neste ano, Ucrânia e Rússia conseguiram chegar a um acordo bastante detalhado para colocar fim às hostilidades já em maio de 2022. Porém, a intervenção de líderes do Ocidente, a exemplo de Johnson, levou a delegação ucraniana a mudar de postura e a abandonar a mesa de negociações.