Trump diz ser alvo do Irã e admite risco de assassinato
Na coletiva em Ancara, presidente dos EUA comentou sobre tensões no Oriente Médio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (8) que acredita ser o principal alvo do Irã e permitiu a possibilidade de ser assassinado. Na declaração, o líder norte-americano também afirmou que o país voltará a ser atacado em meio à retomada das posições no Oriente Médio.
"Eles tinham líderes, e eles foram. Agora têm outro grupo de líderes. Eles também podem desaparecer. Quem sabe? Eu também posso desaparecer, porque sou o alvo número um deles", declarou Trump durante uma entrevista coletiva em Ancara.
O presidente acrescentou que não se preocupa com o facto de concluir estar na lista de alvos do Irão, afirmando que está apenas "fazendo o seu trabalho". Trump também afirmou que a probabilidade de um presidente dos Estados Unidos ser assassinado é de 5,2%.
"A vida de um presidente é muito perigosa. É 5,2%. Sabe qual é a probabilidade para um piloto de corrida? Um décimo de 1%. Um peão de rodeio, que parece muito perigoso, também é um décimo de 1%. Já para um presidente, é 5,2% de chance de não sobreviver", disse.
Trump já sobreviveu a três tentativas de assassinato. A primeira ocorreu durante um comício de campanha na Pensilvânia, em julho de 2024, quando foi atingido de raspão na orelha por um tiro. A segunda aconteceu em setembro do mesmo ano, em seu campo de golfe na Flórida.
Em abril de 2026, ocorreu um tiroteio durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, evento que contou com a presença de Trump. O suspeito foi posteriormente acusado, entre outros crimes, de tentativa de assassinato do presidente.
Em junho de 2026, o FBI informou ter frustrado um plano para atacar um evento do UFC realizado na Casa Branca. Posteriormente, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos classificou a ação como uma nova tentativa de assassinato contra Trump.