POLÍTICA

Rutte destaca fortalecimento da Otan com Trump e a necessidade de presença no Ártico

Secretário-geral da Otan ressalta riscos no Ártico e reafirma compromisso com a defesa dos aliados.

Por Estadao Conteudo Publicado em 08/07/2026 às 11:50
Mark Rutte AP Photo/Omar Havana

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, afirmou nesta quarta-feira, 8, que a aliança militar está mais forte com a presença do presidente americano Donald Trump, concordando com o pedido do republicano no ano passado de aumentar os gastos de defesa dos países-membros.

"Concordei que precisávamos fazer mais", disse Rutte, em coletiva de imprensa à margem da cúpula em Ancara. Ele comentou que Trump está comprometido com aliados, mas ponderou que os países também precisam de tempo para aumentar seus gastos com defesa.

Segundo Rutte, há risco no Ártico para intervenção da Rússia e da China, sendo importante a presença da Otan na região. O secretário-geral, contudo, disse não poder comentar as conversas trilaterais envolvendo os EUA, a Groenlândia e a Dinamarca.

Sobre o recrudescimento da guerra entre Washington e Teerã, ele reiterou que é clara a postura da Otan de que o Irã não pode ter uma arma nuclear, mas evitou comentar sobre uma possível intervenção da aliança no conflito. "Trump está tentando acabar com guerra da Ucrânia", acrescentou ao mencionar que o presidente russo, Vladimir Putin, está em dificuldades em meio pressões econômicas e perdas militares.

Rutte também confirmou que a próxima cúpula da Otan ocorrerá no próximo ano na Albânia. Mais cedo, fontes afirmaram à Bloomberg que a organização está considerando não realizar sua reunião anual em 2027, em parte para reduzir as tensões com Trump.

Perguntado sobre a venda de aeronaves de combate avançado dos EUA para a Turquia, ele respondeu que "isso é uma questão bilateral" entre os países.

Em comunicado, os líderes da Otan reafirmam o Artigo 5 do Tratado de Washington e prometeram enfrentar a ameaça de longo prazo que a Rússia representa para a segurança e estabilidade euro-atlântica. A aliança destacou também o aumento de US$ 139 bilhões em investimentos pelos países-membros e os mais de US$ 50 bilhões em compras de defesa. Por fim, os líderes prometeram 70 bilhões de euros à Ucrânia em 2026 e manter investimento semelhante em 2027.