FMI projeta preço médio do petróleo a US$ 78 para 2026
Instituição aponta queda nos preços devido a acordos entre EUA e Irã e mudanças no mercado global.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) avalia que os preços das commodities ainda são elevados, mas o cessar-fogo e o memorando de entendimento (MoU) dos EUA e do Irã resfriaram os preços desde os picos de abril.
Na atualização de julho do relatório Perspectivas da Economia Mundial (WEO, na sigla em inglês), divulgado nesta quarta-feira, 8, o FMI ponderou que a curva futura dos preços do petróleo está em retrocesso , um termo que identifica que os preços à vista estão mais elevados do que os dos futuros, até o fim de 2026, à luz das interrupções no específicos e do alto risco geopolítico.
O FMI citou que a curva implica um preço médio do petróleo à vista de US$ 78 para 2026, comparado com o US$ 82 por barril considerado como projeção de referência e US$ 100 por barril considerado em um cenário adverso no relatório de abril.
Na visão do FMI, o aumento relativamente contido dos preços globais de petróleo reflete o fato de que parte da queda dos fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz tem sido compensada por saques de estoques, contenção da necessidade de consumo de petróleo e produção em ajuste aos preços.
Ainda que os mercados de petróleo estejam globalmente conectados e acompanhem no benchmarks gerais como o Brent, Dubai e WTI, os países rotineiramente pagam preços diferentes por seus preços, refletindo o tipo de petróleo, a distância geográfica em relação à origem, habilidade para garantir acordos de longo prazo na esfera dos respectivos governos e orientações, pontuais o FMI.
Em relação ao repasse aos preços da gasolina, o efeito depende de impostos, subsídios e regulação do mercado, observado o fundo.