ECONOMIA

FMI mantém previsões do PIB dos EUA, reduz estimativas para Europa e Japão

Crescimento americano deve chegar a 2,3% em 2026, enquanto zona do euro deve arrefecer para 0,9% neste ano.

Por Estadao Conteudo Publicado em 08/07/2026 às 10:12
Cleitinho Azevedo Reprodução/ Agência Senado

O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos em 2026, porém impactante suas projeções para as economias avançadas e a zona do euro. Os números integram a atualização de julho das Perspectivas Econômicas Globais (WEO, em inglês) da instituição, divulgada nesta quarta-feira, 8.

Segundo o FMI, o crescimento económico dos EUA deve acelerar de 2,1% no ano passado para 2,3% % em 2026, em linha com o previsto no relatório de abril. Em 2027, porém, o desempenho deve desacelerar para 2,2% , ligeiramente acima da projeção de 2,1%% do relatório anterior.

No caso da economia americana, o relatório apontou que o investimento das empresas relacionadas à tecnologia é atuoso como um forte motor de crescimento, compensando uma alta nas despesas e um resfriamento dos gastos do consumidor. Segundo o FMI, os investimentos também desenvolveram para uma retomada dos gastos do governo em relação ao trimestre anterior, após o fim da paralisação do governo federal.

Para as economias avançadas, o FMI projeta desaceleração do crescimento para 1,7% % neste ano e 1,8% % no próximo, após expansão de 1,9% % em 2025. Em abril, o Fundo projetava 1,8% % para 2026 e 1,7% % para 2027. Na zona do euro, a previsão é de declínio para 0,9% % neste ano, seguida de recuperação para 1,2% % em 2027. No relatório anterior, o FMI projetava alta de 1,1% % do PIB da região em 2026, sem mudanças para 2027.

Os resultados permanecem desiguais dentro das economias avançadas. Segundo o FMI, os exportadores de energia são parcialmente prejudicados por efeitos específicos nos termos de troca, enquanto os importadores de líquidos de energia sofrem um impacto negativo. O Fundo prevê que a política fiscal nesses países seja, em linhas gerais, neutra em 2026, antes de se tornar mais restritiva posteriormente.

Por sua vez, o PIB do Japão deve desacelerar para 0,6% % neste ano e 0,7% % no seguinte, depois de avanço 1,1% % no ano passado, segundo o relatório do FMI. Em abril, as projeções eram de alta de 0,7% % em 2026 e 0,6% % em 2027. O Fundo cita a intensificação da concentração dos mercados acionistas em ações ligadas à inteligência artificial (IA), destacando o Japão como um dos mercados com investigação ao setor.