Sem acordo sobre renegociação das dívidas rurais, afirma Pedro Lupion
Reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária com o Ministério da Fazenda não resultou em consenso.
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou nesta terça-feira, 7, que ainda não há acordo com o Ministério da Fazenda sobre o montante, taxas e prazo para renegociação das dívidas rurais. Parlamentares do grupo se reuniram com o ministro Dario Durigan para debater o tema e receberam uma proposta de Medida Provisória, mas que ainda não alcançou consenso.
"Não chegamos a acordo, apresentamos ao ministro e ao líder do governo as nossas preocupações quanto a essa alteração estrutural nessa renegociação e agora nós vamos nos reunir novamente à tarde, fazer as nossas contas e entender quais são os números, lembrando que não há qualquer tipo de acordo sobre o fim do PL 5122/2023 ou aprovação de uma medida provisória", afirmou à imprensa depois do encontro.
Ele disse ainda que a FPA não aceita o fim do PL das dívidas rurais aprovado no Senado e que há um embate político sobre esse teto. Segundo ele, como não há mais possibilidade de alterar o texto no Congresso, porque já foi aprovado pela Câmara e pelo Senado, o governo teria proposta fazer essas mudanças via MP.
"O que nos foi apresentado hoje foi uma série de alternativas ao PL 5122 através de uma medida provisória que passa a vigorar imediatamente da sua publicação. O que nós temos que entender é que hoje estamos num embate político da compreensão do governo de que não tem condições de aprovar na Câmara o texto e nós não aceitamos que o texto do 5.122 não valha. Então nós vamos tentar chegar ao meio termo", completou.
Lupion afirmou que a ideia de juntar o governo e a bancada do agro para debater o assunto foi do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tentar um acordo. A FPA defende que a renegociação seja para produtor com perda climática e perda de renda, enquanto o governo quer limitar o impacto tratando apenas de quem teve perda por clima extremo, como no Rio Grande do Sul.
"A tentativa do presidente Motta dessa negociação hoje, que foi articulada por ele, foi justamente para que a gente tentasse chegar a um acordo se não houver acordo aí nós temos os instrumentos de pressão", disse.