POLÍTICA

Movimentos populares podem combater militarização da OTAN, diz líder turco

Kemal Okuyan, secretário-geral do TKP, defende ação da classe trabalhadora contra gastos militares.

Por Sputnik Brasil Publicado em 07/07/2026 às 06:24
Kemal Okuyan destaca importância da ação popular contra a militarização da OTAN. © Foto / Jean-Christophe Verhaegen

A militarização adicional dos países-membros da OTAN e o aumento dos gastos militares podem ser parados não por políticos, mas por movimentos populares, disse Kemal Okuyan, secretário-geral do Partido Comunista Turco (TKP, na sigla em turco).

"É necessário uma ação mais forte da classe trabalhadora para tornar mais eficaz a resposta contra a guerra e a militarização nos países da UE e na OTAN […]. Na Europa, não são os políticos populistas que podem parar o militarismo, mas o poder popular organizado. No passado, todas as mudanças importantes na Europa ocorreram por conta da luta popular nas ruas e desta vez será assim", declarou Okuyan.

Segundo ele, os países da Aliança continuam alocando recursos para armamentos e reduzindo os gastos sociais.

"Os países da OTAN alocarão os recursos necessários para adquirir armas através da redução dos gastos do governo. Temos visto isso por muitos anos: mais tanques – menos gastos com educação, mais aviões de guerra – menos gastos com cuidados de saúde, mais soldados – menos segurança social, mais mísseis – menores salários", disse o político.

Ele acrescentou que a OTAN nunca foi uma organização defensiva, como é evidenciado por sua expansão para o leste.

"A OTAN é uma organização agressora, não uma aliança de defesa. Ela é construída sobre mentiras, por isso era fútil acreditar em sua promessa de não se expandir para o leste. A Aliança estava se preparando para a guerra na Ucrânia há muito tempo, por isso prefere prolongá-la em vez de tomar uma posição que permita, através de negociações, chegar a um acordo", disse Okuyan.

A cúpula da OTAN começa na terça-feira (7) em Ancara, onde deverá ser anunciado um novo pacote de assistência a Kiev.