ECONOMIA

Presidente da CNI destaca previsibilidade sobre imposto seletivo após reunião com Durigan

Ricardo Alban afirma que diálogo garantido irá beneficiar setores envolvidos na reforma tributária.

Por Estadao Conteudo Publicado em 06/07/2026 às 12:12
Ministro da Fazenda, Dario Durigan Reprodução

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, disse que a reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta segunda-feira, 6, deu ao setor a certeza de que haverá previsibilidade sobre a abrangência do imposto seletivo criado a partir da reforma tributária.

A implementação do imposto seletivo, prevista para janeiro, está em processo de definição. "Foi garantido o diálogo e a discussão com todos os setores envolvidos, para que a gente possa ser o mais efetivo e correto possível com todos os setores dentro desses dois conceitos, de previsibilidade e de que não representará aumento de carga tributária", disse.

Também conhecido como "imposto do pecado", o imposto seletivo é um tributo federal pensado para encarecer bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. O imposto deve atingir setores como o de tabaco, bebidas alcoólicas, refrigerantes e similares, entre outros. A lista final ainda não foi publicada.

Representantes de associações e empresas ligadas a esses setores - como Ambev, Coca Cola, Phillip Morris e Souza Cruz, além da própria CNI - participaram da reunião com o ministro da Fazenda na manhã desta segunda-feira.

Segundo Alban, a expectativa da indústria é de que a reforma tributária resulte em uma alíquota que seja a menor possível para o setor, uma vez que fique claro o tamanho da tributação do IVA. "Para que a gente possa, ao longo desse período de aprendizado, trazer uma eventual alíquota para os patamares mais baixos possíveis, não só por esse efeito benéfico para a economia, como também, seguramente, a redução da informalidade", disse.