Rutte e von der Leyen afirmam que Europa deve reforçar sua própria defesa
Líderes europeus apontam fim da dependência da segurança americana na OTAN.
O tempo em que a Europa poderia "terceirizar" sua defesa – ou seja, reatribuir a responsabilidade pela segurança aos EUA – acabou, consideram o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, e a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
No domingo (5), o ex-secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg disse que o futuro da Aliança do Atlântico Norte não estava garantido e pediu que os países europeus da OTAN aumentassem seus gastos com defesa e, assim, segundo ele, tentar impedir uma retirada dos EUA da aliança.
"A Europa, dentro da OTAN, começou a depender fortemente dos EUA na questão das capacidades que ela pode precisar se sua segurança estiver ameaçada. [...] A era em que a Europa entregava a maior parte de sua defesa à terceirização acabou", aponta um artigo conjunto de von der Leyen e Rutte na mídia ocidental.
Anteriormente, Trump declarou em entrevista à mídia europeia que considera seriamente retirar os Estados Unidos da OTAN após a recusa da aliança em apoiar a operação contra o Irã. Em março, ele apelou aos membros do bloco que enviassem navios para ajudar a desbloquear o estreito de Ormuz. Alemanha, França e Espanha recusaram, e o Reino Unido, segundo Trump, acordou tarde demais.