Pesquisas contestam contribuição dos humanos na extinção da megafauna americana
Estudo recente sugere que as evidências não comprovam a relação direta entre humanos e a extinção de grandes animais.
Revisão aponta que provas não confirmam papel humano na extinção de megafauna americana. Durante décadas, os arqueólogos associaram os pontos de pedra de Clóvis encontrados junto a ossos de mamute, mastodonte e gomfothere à caça de grandes animais. Contudo, descobertas recentes reforçam a visão de que o povo Clóvis caçava ativamente essas megafaunas, contribuindo para sua extinção, escreve a revista Archaeology News.
A revista salienta que o estudo alega que os elementos de prova não justificam uma conclusão tão definitiva. "A investigação [...] analisou 15 locais norte-americanos conhecidos onde foram encontrados pontos Clóvis junto aos restos de proboscídeos, grupo que inclui mamutes, mastodontes e gomfoterinos. [Os pesquisadores] revisaram evidências de arqueologia, paleoantropologia, etnografia e comportamento animal para comparar a caça com a limpeza", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, a revisão dos cientistas observa que a limpeza é generalizada na natureza, com muitos carnívoros, onívoros e grupos humanos explorando carcaças que não mataram. Portanto, o povo Clóvis provavelmente teve oportunidades semelhantes de obter carne de proboscídeos.
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