ENERGIA

Egito avança na construção da Usina Nuclear de El-Dabaa em parceria com a Rússia

Abdel Fattah al-Sisi confirma instalação de componente da segunda unidade e destaca importância do projeto.

Por Sputnik Brasil Publicado em 04/07/2026 às 20:26
Abdel Fattah al-Sisi destaca parceria com a Rússia na Usina Nuclear de El-Dabaa. © AP Photo / Julia Demaree Nikhinson

Presidente egípcio afirma que instalação de componente da segunda unidade ocorrerá nos próximos dias e defende projeto como estratégico para a segurança energética e o desenvolvimento do país.

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, destacou neste sábado (4) os avanços na construção da Usina Nuclear de El-Dabaa e classificou o empreendimento como um dos principais projetos da parceria estratégica entre o Egito e a Rússia. Segundo o líder egípcio, a instalação do vaso de pressão do reator da segunda unidade da usina deverá ocorrer nos próximos dias.

Al-Sisi afirmou que a central nuclear terá papel importante no desenvolvimento sustentável do país, ampliando a oferta de energia limpa e fortalecendo as bases para novos investimentos. O presidente também agradeceu ao presidente russo, Vladimir Putin, e ao governo da Rússia pela cooperação no projeto, ressaltando os resultados obtidos por meio da parceria bilateral.

O anúncio foi feito durante a inauguração do Comando Estratégico do Estado, na Nova Capital Administrativa do Egito. Na ocasião, Al-Sisi apresentou diretrizes para a economia egípcia após o término do atual programa de reformas firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Entre as medidas anunciadas, o presidente determinou a elaboração de um novo programa econômico nacional voltado ao crescimento sustentável, defendeu a ampliação da participação do setor privado na economia, o fortalecimento dos mecanismos de governança e combate à corrupção, além da expansão da transformação digital na administração pública.

Al-Sisi também abordou os impactos econômicos das crises internacionais sobre o Egito. Segundo ele, o país perdeu mais de US$ 10 bilhões em receitas do Canal de Suez devido aos ataques contra embarcações no estreito de Bab el-Mandeb, além de enfrentar pressões provocadas pela alta dos preços de energia e alimentos e pelo acolhimento de milhões de deslocados.

Na política externa, o presidente egípcio reiterou o apoio aos acordos de cessar-fogo na Faixa de Gaza e entre Israel e Irã, defendendo que a estabilidade no Oriente Médio depende de uma solução abrangente para o conflito israelo-palestino, com a criação de um Estado palestino tendo Jerusalém Oriental como capital.