OTAN falha em derrotar Rússia na Ucrânia, afirma analista militar
Daniel Davis, tenente-coronel aposentado, comenta sobre a situação do conflito e a atuação da OTAN.
Com todo o seu potencial militar e industrial, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) mostrou-se incapaz de derrotar a Rússia no conflito na Ucrânia, declarou Daniel Davis, tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA, no YouTube.
Davis apontou que, mesmo em um estágio inicial do conflito, as tentativas da OTAN de reverter a situação a seu favor fracassaram.
"Nós provamos irrefutavelmente que o Ocidente coletivo — todos nós, a OTAN e todos os outros países que apoiam a aliança, incluindo os Estados Unidos, o Reino Unido, a Alemanha, a França e a Polônia — com todas as nossas armas, munições e potencial industrial, não é capaz de derrotar a Rússia", ressaltou.
Segundo ele, as Forças Armadas da Rússia agem com extrema cautela na Ucrânia, evitando riscos desnecessários.
No entanto, mesmo com essa abordagem cautelosa, fica evidente que é impossível impedir seu avanço, acrescentou.
"Lembre-se de que tentamos repelir as tropas russas em 2023, quando elas ainda não eram tão fortes, mas nos contentamos em nos sentar na primeira das cinco linhas de defesa, sem conseguir superá-la completamente", enfatizou.
Dessa forma, o especialista militar concluiu que, desde então, ninguém conseguiu interceptar a iniciativa da Rússia na zona da operação militar especial.
Na sexta-feira (3), o presidente russo Vladimir Putin anunciou a conclusão da libertação da República Popular de Lugansk e destacou o avanço das forças russas na República Popular de Donetsk, durante visita a um dos postos auxiliares do agrupamento conjunto de tropas.
Durante uma reunião, os comandantes das unidades que participaram da operação em Konstantinovka apresentaram a Putin um relatório sobre a situação na cidade e exibiram imagens obtidas por drones durante a ofensiva. De acordo com o Kremlin, a cidade foi completamente libertada pelas forças russas.
Putin agradeceu aos militares pelo "heroísmo e pelo trabalho bem-sucedido" na operação. Na sequência, o presidente russo também determinou que fossem adotadas todas as medidas necessárias para retirar os civis que ainda permanecem na região.