Mercado de carbono se fortalece no Brasil com nova taxonomia sustentável
Iniciativa do governo visa atrair investimentos e transformar a economia ecológica no país.
O mercado de carbono foi apresentado pelo Ministério da Fazenda, nesta sexta-feira (3), como um dos principais instrumentos da estratégia de transformação ecológica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a secretária de Regulação e Metodologias da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono do MF, Ana Paula Cavalcante, "o mercado de carbono faz parte desse esforço maior do governo federal", referindo-se ao Plano de Transformação Ecológica (PTE). Ela acrescentou que "alianças internacionais são importantes também para a criação desses investimentos".
Durante a apresentação dos resultados do PTE, a Fazenda informou que entrou na fase piloto da taxonomia sustentável, destinada a criar uma classificação robusta de atividades sustentáveis para atrair investidores, incluindo os do mercado de carbono. A apresentação aconteceu em coletiva de imprensa no Ministério da Fazenda.
O modelo prevê a inclusão gradual de 17 setores econômicos no mercado regulado de carbono, entre eles papel e celulose, ferro e aço, cimento, alumínio primário, mineração, setor elétrico, esgoto e os transportes rodoviário, aquaviário e ferroviário.