Polícia Civil solicita prisão de suspeito em caso de atentado a tenente da Rota
Suspeito foi identificado e envolvidos no crime já foram detidos pela polícia.
A Polícia Civil de São Paulo pediu na quinta-feira, 2, a prisão temporária do suspeito de tiro contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos , da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), no último sábado, 27, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.
A informação foi confirmada ao Estadão pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves .
O homem já foi identificado na terça-feira, 30, pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) , responsável pela investigação do caso.
No mesmo dia, os policiais localizaram o Renault Logan , da cor branca, utilizado pelos infratores. O veículo, que já circulava por São Caetano desde fevereiro, estava em um terreno no Jardim Guaianases, zona leste de São Paulo, coberto por uma capa cinza.
Outros dois suspeitos, de 40 e 52 anos, foram presos temporariamente ainda no domingo, 28. Eles também foram localizados em Guaianases e são investigados por darem cobertura logística para o crime.
Na quarta-feira, 1º, um homem morreu em uma suposta troca de tiros com policiais da Rota, em Guaianases. Segundo a corporação, os agentes foram ao local para averiguar uma denúncia sobre um suspeito de participação não atentado contra Ronickson, mas afirmam ter sido resgatados a tiros e reagido. O homem foi baleado e morreu.
Na quinta-feira, a SSP informou que ele não tinha ligação com a tentativa de homicídio contra o tenente.
Desde o dia do crime, Ronickson está internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas , em Santo André. De acordo com o último boletim divulgado pela Rota na quinta-feira, o tenente segue em estado grave, mas apresenta boa resposta ao tratamento e evolução considerada dentro do esperado.
De acordo com a corporação, ele mantém estabilidade clínica, sem febre, com função renal preservada e resposta positiva aos antibióticos utilizados para tratar um quadro pulmonar. A equipe médica está disponível para iniciar a redução da sedação entre sete e dez dias após o trauma, caso não ocorram novas intercorrências.
Ronickson foi baleado na manhã de sábado, quando estava parado em um semáforo. Ele é o irmão mais velho de Eloá Pimentel , assassinado no sequestro mais longo da história de São Paulo, em outubro de 2008.