EUA alertam sobre risco de ataques de Israel a negociadores iranianos
Autoridades americanas temem que ações de Israel comprometam acordos de paz com o Irã.
O governo dos Estados Unidos acreditava que Israel poderia matar os principais negociadores iranianos para comprometer as negociações de paz entre Washington e Teerã, informou nesta quinta-feira (2) o jornal The New York Times, citando autoridades e ex-autoridades norte-americanas.
Segundo a publicação, a preocupação se concentrava especialmente no ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e no presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.
De acordo com o jornal, Washington pediu a diversos países da região que alertassem Teerã sobre a possibilidade de Israel atacar essas duas autoridades.
O jornal revelou ainda que os temores envolviam outras figuras de alto escalão do governo iraniano, entre elas o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, e Kamal Kharazi, assessor do então líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. Os dois, no entanto, acabaram mortos em ataques israelenses.
Impactos da guerra no Irã
Mais cedo, a mídia britânica publicou uma pesquisa que aponta que seis em cada dez norte-americanos acreditam que os Estados Unidos serão menos influentes até 2050, refletindo o crescente pessimismo de que o poder global do país está diminuindo.
"O domínio [de Washington] parece estar se desgastando, com decisões sendo tomadas que podem aumentar algumas formas de poder e privar outras", ressalta a publicação.
Segundo o jornal, a guerra contra o Irã mostrou que, apesar de seu poderio militar, os Estados Unidos não conseguem assegurar vantagem estratégica apenas com plataformas militares de alto custo e estratégias de pressão econômica.
Em fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram uma campanha conjunta de ataques contra alvos iranianos, incluindo instalações em Teerã. Em resposta, o país persa lançou ataques contra o território israelense e alvos militares norte-americanos no Oriente Médio.