GOVERNO BRASILEIRO MANIFESTA DESCONTENTAMENTO COM RESTRIÇÕES DA UE AO AÇO NACIONAL.

Conflito sobre importação de aço entre Brasil e União Europeia

Restrições impostas pela UE reduzem cota de aço brasileiro sem tarifas, afetando comércio bilateral.

Por Sputnik Brasil Publicado em 01/07/2026 às 23:40
Governo do Brasil critica novas medidas da União Europeia sobre importação de aço. © AP Photo / Markus Schreiber

Os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços emitiram uma nota nesta quarta-feira (1º) criticando as novas medidas da União Europeia contra importações siderúrgicas, incluindo o aço brasileiro.

A Comissão Europeia anunciou que a quantidade de aço sem taxa que pode entrar no bloco será reduzida para 18,3 milhões de toneladas por ano, uma queda de 47%. Caso este número seja ultrapassado, a tarifa sobre o valor excedente será de 50% em 26 categorias de produtos siderúrgicos.

Para o governo do Brasil, as restrições quantitativas estabelecidas pela União Europeia impactam parceiros comerciais do bloco, ampliam as barreiras exportadoras e não resolvem o excesso de produção mundial de aço.

Ainda de acordo com os ministérios que assinam a nota, a medida unilateral do bloco obriga, segundo o Artigo XXVIII do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio, que a União Europeia ofereça compensações ao Brasil.

A Comissão Europeia justifica que as alterações na política de importação de aço são necessárias para proteger a produção local contra o aumento de oferta do material a nível mundial, o que derruba os preços.

Segundo dados da União Europeia, o mercado internacional siderúrgico sofre com práticas de dumping — quando produtos são comercializados abaixo do preço de custo.

O governo do Brasil afirmou que, mesmo com as críticas à ação da União Europeia, o país continuará negociando com o bloco em busca de uma solução favorável às duas partes.