Plano de mobilidade projeta R$ 430 bilhões para o transporte público nos próximos 30 anos
Ministro das Cidades destaca a importância de articulação entre governos para a implementação das propostas.
O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), lançado nesta quarta-feira (1º), apresenta 187 projetos para 21 regiões metropolitanas do Brasil.
Durante evento na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Centro do Rio de Janeiro, o ministro das Cidades, Vladimir Lima, classificou o lançamento do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU) como um momento de "significativa importância" para o futuro das cidades brasileiras.
O ministro destacou que a parceria com o BNDES, iniciada em 2024, gerou soluções concretas para as 21 maiores regiões metropolitanas do país.
"São 187 soluções […] para a gente fazer isso virar realidade e impactar positivamente a vida das pessoas que moram nas cidades, reduzindo o tempo de deslocamento para que elas tenham melhores momentos de convivência com a família."
O trabalho reúne 187 projetos estimados em R$ 430 bilhões em investimentos planejados para os próximos 30 anos. Para tirar as propostas do papel, Vladimir Lima defendeu uma forte articulação entre os governos federal, estaduais e municipais, combinando recursos públicos, concessões e parcerias público-privadas (PPPs).
Sobre o estudo
Elaborado entre 2024 e 2026, o estudo do Ministério das Cidades e do BNDES projeta um horizonte de três décadas para reduzir desigualdades e modernizar o transporte de massa brasileiro.
Cada projeto foi analisado com base em mais de cem indicadores técnicos, econômicos, sociais e ambientais.
Os impactos práticos esperados com a implementação dos projetos incluem: a redução de 15% no tempo médio de viagem e de 11% no custo dos deslocamentos para a população. A implantação de mais de 3 mil quilômetros de novas linhas integradas de metrôs, trens, BRTs e VLTs.
O estudo também aponta a geração de mais de R$ 400 bilhões em benefícios sociais, além de evitar 27 mil vítimas de acidentes de trânsito e poupar a emissão de 3 milhões de toneladas de CO₂ por ano, e o potencial para criar 1,3 milhão de empregos na cadeia produtiva e aquecer a indústria nacional com a demanda por até 6.600 ônibus elétricos, 2.400 carros metroferroviários e 600 composições de VLT.
O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana serve como um guia estratégico para estados e municípios estruturarem suas redes de transporte.