Síria reformula sua posição no tabuleiro político do Oriente Médio
Novo governo sírio busca restabelecer diálogos com potências internacionais em meio a tensões regionais.
As recentes declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, de que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não conseguirá neutralizar o Hezbollah apenas pela via militar jogaram os holofotes de volta sobre Damasco.
Sob a liderança de Ahmed al-Sharaa, o novo governo sírio, estabelecido após a derrubada de Bashar al-Assad, busca reconstruir suas pontes internacionais e já reabriu canais de diálogo com Washington e potências árabes.
Nessa nova arquitetura regional, crescem as especulações sobre a capacidade (e a vontade) de Damasco atuar na contenção do Hezbollah e no controle da fronteira sírio-libanesa.
A grande questão é: até que ponto o governo de transição sírio aceitaria se alinhar aos interesses de Washington e Tel Aviv? Uma eventual colaboração empurraria o país para um confronto direto com o grupo xiita ou abriria margem para uma complexa costura diplomática?
Para entender esse cenário, Melina Saad e Marcelo Castilho convidam o sírio Adel Bakkour, internacionalista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), especialista em Oriente Médio e migração; e Muna Omram, escritora, dramaturga e professora da pós-graduação em relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).
Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.