ECONOMIA

Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador, estima R$ 14.2 bilhões de Distribuição de Lucro no FGTS no próximo dia 21 de julho

Por Marcela Vigo Publicado em 01/07/2026 às 15:14
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Em 2024, o Fundo de Garantia registrou lucro de R$ 13.610.443.000. Desse total, foram distribuídos R$ 12,92 bilhões, o equivalente a 95% do lucro. A estimativa é que, por ser um ano eleitoral, o governo mantenha esse mesmo percentual de distribuição. Com base no resultado do ano passado, para cada R$ 1.000 de saldo na conta do FGTS, o trabalhador recebeu R$ 20,43 de distribuição de lucros. Assim, quem possuía R$ 10 mil de saldo recebeu aproximadamente R$ 204,30.


A estimativa de Mario Avelino, presidente do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador - IFGT, é que o patrimônio do FGTS tenha encerrado 2025, em 31 de dezembro, em torno de R$ 850 bilhões, representando um crescimento próximo de 10% em relação ao ano anterior. Esse aumento é explicado, principalmente, pela expansão do emprego formal no Brasil.


Quanto maior o número de trabalhadores com carteira assinada, maior tende a ser o saldo acumulado no Fundo, independentemente da rotatividade do mercado de trabalho.Com base no histórico dos últimos anos, a projeção é de que o lucro do FGTS em 2025 alcance cerca de R$ 15 bilhões. Mantido o percentual de distribuição de 95%, seriam repassados aproximadamente R$ 14,25 bilhões aos trabalhadores. Nesse cenário, a distribuição corresponderia a cerca de R$ 21 para cada R$ 1.000 de saldo existente na conta vinculada do trabalhador.


Trabalhador pode estar com o saldo defasado:


O trabalhador não receberá corretamente a distribuição de lucro, se seu saldo não estiver atualizado. Estimativa do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador (IFGT) aponta que aproximadamente 25 milhões de pessoas foram prejudicadas pela falta de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), acumulando perdas estimadas em R$ 72 bilhões.


O levantamento considera cerca de 2 milhões de empregadores inadimplentes, entre empresas inscritas na Dívida Ativa da União, empregadores domésticos e rurais notificados pelo Ministério do Trabalho. Em muitos casos, o trabalhador só descobre a irregularidade quando é demitido, tenta sacar o FGTS ou precisa utilizar os recursos para aquisição da casa própria, aposentadoria ou em outras situações previstas em lei.


Além da ausência dos depósitos mensais, o prejuízo pode ser ainda maior, pois o trabalhador além de deixar de receber a distribuição anual dos resultados do FGTS, em determinadas situações, deixa de receber valores relacionados à multa rescisória. O IFGT também defende mudanças na legislação para que as multas pagas pelos empregadores inadimplentes sejam revertidas aos trabalhadores prejudicados, proposta prevista no Projeto de Lei nº 2.398/2026, atualmente em tramitação no Senado.
"A maioria dos trabalhadores só descobrem a ausência dos depósitos quando vão sacar o Fundo de Garantia, principalmente, quando são demitidos sem justa causa. “A Caixa Econômica mostra apenas o que foi depositado. O trabalhador não consegue visualizar o que deixou de ser recolhido pela empresa. e não tem a cultura de controlar seus depósitos. Isso tem que mudar, o trabalhador é o dono desse dinheiro”, afirma Mario Avelino, Presidente do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador.


Para que o trabalhador possa controlar este saldo, o Instituto lançou o aplicativo FGND — Fundo de Garantia Não Depositado — uma plataforma criada para ajudar a identificar valores não recolhidos pelas empresas e calcular o valor exato de quanto ela deve, como saldo atualizado mensalmente. O aplicativo, para assinantes, pode ser acessado pelo link: https://fgnd.com.br