RIO DE JANEIRO

Rodoviários do Rio mantêm greve após assembleia com confusão; ônibus são depredados

Por Estadao Conteudo Publicado em 30/06/2026 às 17:26
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Os manifestantes depredaram ao menos cinco ônibus depois da greve dos rodoviários ser mantida em uma assembleia na tarde desta terça-feira, 30, no centro do Rio de Janeiro.

A greve dos rodoviários começou no segundo dia. Uma audiência de conciliação entre o Sindicato dos Rodoviários e a Rio Ônibus terminou sem acordo, e uma nova rodada de negociações foi agendada para a próxima segunda-feira, 6, por sugestão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT).

O início da assembleia foi marcado por uma primeira votação que aprovou o estado de greve, que permitiria o retorno das atividades na quarta-feira, 1º. A decisão, porém, gerou fato entre parte da categoria que defendia a continuidade da paralisação. Os insatisfeitos chegaram a cercar o carro do sindicato e atiraram ovos durante o protesto.

O Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas de ônibus da capital, informou que todas as garagens permanecem abertas e aptas para a saída dos coletivos. Segundo a entidade, mais de 1 mil ônibus já circularam no início da manhã desta terça-feira, número superior ao registrado no mesmo horário do primeiro dia de paralisação.

O impasse envolve as negociações da campanha salarial entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de ônibus. Entre as principais reivindicações da categoria estão o piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus rodoviários e de R$ 5 mil para os motoristas de veículos articulados.

Os rodoviários também pedem vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e odontológico, jornada 5x2, manutenção do passe livre, indenização pelo intervalo de almoço e a substituição dos contratos temporários da Mobi-Rio por vínculos sob o regime CLT.

De acordo com o sindicato, a proposta apresentada pelas empresas está distante das reivindicações da categoria. Pelos valores oferecidos, o salário dos motoristas de ônibus convencionais passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31, enquanto os motoristas de ônibus articulados transportavam trabalhadores reajustados de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio-alimentação subiu de R$ 660 para R$ 689.

Antes do início da paralisação, o TRT-1 concedeu liminar determinando que pelo menos 50% da frota de ônibus permaneça em circulação durante todo o período da greve, por linha e itinerário, para reduzir os impactos à população. A paralisação de ônibus urbanos e o sistema BRT na capital.