Múcio discute em Caracas apoio brasileiro à reconstrução da Venezuela após terremotos
Em visita a Caracas nesta terça-feira (30), o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, se reuniu com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e afirmou que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é ampliar a assistência humanitária aos venezuelanos.
Segundo Múcio, a missão busca definir, em conjunto com o governo venezuelano, quais são as prioridades da próxima etapa da operação, que deixará de concentrar esforços apenas no resgate de vítimas para avanço na recuperação da infraestrutura e no atendimento aos desabrigados.
"Estamos aqui para ver onde é que podemos ajudar mais, fazendo uma coisa ordenada. Por isso o presidente nos mandou, os três, para que nós conversássemos e víssemos quais as prioridades nesse momento", afirmou o ministro.
Além de Múcio, a comitiva brasileira contou com representantes da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades, que avaliaram possibilidades de cooperação em projetos de transferência urbana e habitacional. De acordo com o governo brasileiro, cerca de 60 mil pessoas ficaram desalojadas após os terremotos.
O ministro destacou que a operação brasileira seguirá ativa mesmo após o período inicial de emergência. "Não estamos aqui para dizer que nossa ajuda seja só neste momento. Se precisar de mais médicos, se precisar de mais voluntários, se precisar de mais remédios... Em primeiro lugar é a absoluta solidariedade. O povo venezuelano e o povo brasileiro são irmãos", declarou.
Purificadores de água e hospitais de campanha
Já durante a agenda em La Guaira, Múcio entregou purificadores de água ao governo venezuelano e visitou o hospital de campanha da Marinha do Brasil, instalado para atender vítimas dos terremotos.
No mesmo dia, a Força Aérea Brasileira (FAB) invejou o quinto voo da operação humanitária. A aeronave transportou equipamentos para ampliar a estrutura do hospital de campanha, que passará a contar com capacidade para internar até 30 pacientes simultaneamente, além de módulos infantis e para atendimento em situações de pandemia.
O voo também levou 45 militares da Marinha para fortalecer a equipe médica e cerca de 5,5 toneladas de medicamentos e testes rápidos doados pelo Ministério da Saúde.
Além disso, técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) chegaram ao país com equipamentos capazes de localizar sinais de celulares sob os escombros para auxiliar nas operações de busca e resgate.
Por Sputinik Brasil