PLANO SAFRA

Governo buscou conciliar demandas do agro e limites fiscais, diz Durigan

Plano Safra 2026/27 prevê R$ 525,1 bilhões em financiamentos para médios e grandes produtores

Por Estadao Conteudo Publicado em 30/06/2026 às 13:04
Ministro Dario Durigan Reprodução / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira, 30, que o governo federal realizou um “esforço grande” para harmonizar as demandas do agronegócio com as possibilidades das contas públicas.

“Houve um grande esforço das equipes da Casa Civil, do Planejamento, do Mapa, do MDA para conseguir compilar e fazer essa associação entre os interesses do setor do agronegócio e as contas públicas e as possibilidades, mais uma vez, de termos um Plano Safra recorde no País”, disse Durigan, durante a inauguração do Plano Safra 2026/27 da agricultura empresarial.

Durigan também destacou os resultados recordes das safras agrícolas no Brasil nos últimos anos. Segundo ele, o Plano Safra 2026/27, que será mais um recorde, dará condições para que o setor continue entregando resultados, mesmo diante de um cenário de individualização dos produtores.

“Quando olhamos para as últimas safras, percebemos que o nosso agronegócio como um todo tem ido bem e tem nos dadas safras recordes consecutivas”, afirmou.

O Plano Safra 2026/27 oferecerá, na temporada que começa na quarta-feira, um total de R$ 525,1 bilhões em financiamentos para médios e grandes produtores. O valor representa alta de 1,7% em relação à oferta de crédito da temporada 2025/26, que foi de R$ 516,2 bilhões.

Os valores foram antecipados pelo Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, em entrevista exclusiva com o ministro da Agricultura, André de Paula. O governo confirmou os números terça-feira, no início desta terça-feira de lançamento, e destacou que o aumento é de R$ 9 bilhões em recursos.

A cifra inclui R$ 194 bilhões em recursos de Cédulas de Produto Rural (CPRs) originadas de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e da aplicação da poupança rural com direcionamento obrigatório. O governo considera os recursos de CPRs no cálculo final por causa da autorização fiscal das LCAs direcionadas ao crédito rural, que têm renúncia fiscal e subvenção do Executivo.