Indicador de Incerteza da Economia avança para 111,3 pontos em junho
Levantamento da FGV mostra alta de 0,4 ponto no mês, puxada pelo componente de Expectativas
O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 0,4 ponto em junho e chegou a 111,3 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice caiu 1,2 ponto, para 113,1 pontos, informou a FGV nesta terça-feira, 30.
O componente de Mídia do IIE-Br recolheu 0,5 ponto, para 109,3 pontos, com contribuição negativa de 0,4 ponto para o resultado agregado. Já o componente de Expectativas, que mede a dispersão nas variações de especialistas para variáveis macroeconômicas, subiu 3,7 pontos no mês, alcançando 114,5 pontos, o maior nível desde dezembro de 2024. Esse movimento contribuiu positivamente com 0,8 ponto para a alta do indicador.
“Após forte recuo no mês passado, o Indicador de Incerteza subiu moderadamente em junho, influenciado apenas pelo componente de Expectativa, que retornou ao maior nível desde dezembro de 2024”, afirmou, em nota, a economista do FGV IBRE, Anna Carolina Gouveia.
Segundo ela, o avanço refletiu o aumento das incertezas em torno das expectativas para variáveis macroeconômicas-chave da economia nos próximos 12 meses, especialmente em relação à taxa de juros.
“A incerteza em relação à trajetória da política política nos próximos meses decorre de fatores de origem externa, como as tensões geopolíticas globais e o específico El Niño, e internos, como as medidas de estímulo ao consumo, com possível impacto sobre os preços”, explicou a economista.
Anna Carolina Gouveia ressaltou ainda que o IIE-Br voltou ao patamar que indica incerteza moderadamente elevada e deverá oscilar próximo a essa faixa nos meses seguintes.