Dívida bruta sobe para 81,1% do PIB em maio, informa Banco Central
Em valores nominais, indicador passou de R$ 10,443 trilhões em abril para R$ 10,622 trilhões no mês seguinte
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), medida como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), subiu de 80,2% em abril, dado revisado de 80,4%, para 81,1% em maio, informou o Banco Central nesta terça-feira, 30.
Em valores nominais, a dívida passou de R$ 10,443 trilhões para R$ 10,622 trilhões.
O maior patamar da série foi registrado em dezembro de 2020, quando chegou a 87,6%, em razão das medidas fiscais adotadas no início da pandemia de covid-19. Já o menor nível ocorreu em dezembro de 2013, quando a dívida bruta ficou em 51,5% do PIB.
Pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG avançou de 92,9% do PIB em abril, dado revisado de 93,1%, para 94,3% no mês passado.
A DBGG inclui o governo federal, os governos estaduais e municipais, mas exclui o Banco Central e as empresas estatais. O indicador é uma das referências usadas por agências globais de classificação de risco para avaliar a capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que considera as reservas internacionais do Brasil, aumentou de 67,2% do PIB em abril, dado revisado de 67,4%, para 67,9% em maio. Em reais, o indicador alcançou R$ 8,898 trilhões.