TRANSPORTE PÚBLICO

Rodoviários mantêm greve no Rio enquanto aguardam audiência no TRT

Categoria cobra reajustes salariais e benefícios; liminar determina circulação de ao menos 50% da frota durante a paralisação

Por Estadao Conteudo Publicado em 30/06/2026 às 08:38
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A greve dos rodoviários do Rio de Janeiro chegou ao segundo dia nesta terça-feira, 30, e deve seguir, pelo menos, até o fim da manhã. A categoria decidiu manter a paralisação enquanto aguarda o resultado de uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). Após a audiência, uma assembleia deve definir os próximos passos do movimento.

O Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas de ônibus da capital, informou que todas as garagens continuam abertas e em condições de liberar os coletivos. Segundo a entidade, mais de 1 mil ônibus circulavam no início da manhã desta terça-feira, quantidade superior à registrada no mesmo horário do primeiro dia de greve. O sindicato também afirmou que não houve novos registros de vandalismo durante a madrugada.

O impasse ocorre nas negociações da campanha salarial entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de ônibus. Entre as principais reivindicações estão piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para condutores de veículos articulados.

A categoria também reivindica vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e odontológico, jornada 5x2, manutenção do passe livre, indenização pelo intervalo de almoço e substituição dos contratos temporários da Mobi-Rio por vínculos sob o regime CLT.

De acordo com o sindicato, a proposta apresentada pelas empresas está distante do que é reivindicado pelos trabalhadores. Pelos valores oferecidos, o salário dos motoristas de ônibus convencionais passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31. Já os condutores de ônibus articulados teriam a remuneração reajustada de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio-alimentação subiria de R$ 660 para R$ 689.

Antes do início da paralisação, o TRT-1 concedeu liminar determinando que pelo menos 50% da frota de ônibus permaneça em circulação durante todo o período da greve, por linha e itinerário, como forma de reduzir os impactos à população. A paralisação atinge ônibus municipais e o sistema BRT na capital.

Na segunda-feira, 29, primeiro dia da greve, o Rio Ônibus orientou motoristas e demais profissionais a comparecerem às garagens para manter a operação mínima e reforçou a necessidade de cumprimento da decisão judicial. A orientação foi reiterada nesta manhã.

O sindicato das empresas de ônibus também informou que, ao longo da manhã de segunda-feira, mais de 800 coletivos deixaram as garagens para operar normalmente. Segundo a entidade, 40 veículos foram alvo de atos de vandalismo durante piquetes organizados por manifestantes.