José Múcio vai a Caracas tratar de apoio do Brasil à Venezuela após terremotos
FAB enviará quinto voo da missão humanitária com equipamentos, medicamentos e insumos para atendimento às vítimas
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, viajará nesta terça-feira (30) a Caracas para discutir a ampliação da assistência brasileira à Venezuela após os terremotos que atingiram o país na última semana e causaram destruição.
Na agenda, Múcio terá reuniões com autoridades venezuelanas, incluindo o ministro da Defesa, Gustavo González López. As conversas devem tratar de ações conjuntas de apoio humanitário e de reconstrução das áreas afetadas.
Em nota, o Ministério da Defesa informou que a visita tem como objetivo reforçar a cooperação com o país vizinho diante da emergência provocada pelos tremores. “O Brasil deverá apoiar a Venezuela em seus esforços para cuidar dos desabrigados no país e para reconstruir as áreas afetadas pelo terremoto”, afirmou a pasta.
Paralelamente à agenda do ministro, a Força Aérea Brasileira (FAB) enviará o quinto voo da missão humanitária à Venezuela. A aeronave partirá da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, levando equipamentos destinados à ampliação do hospital de campanha brasileiro instalado em La Guaira.
A operação também prevê o envio de cerca de 5,5 toneladas de medicamentos, testes rápidos e outros insumos fornecidos pelo Ministério da Saúde, conforme solicitação do governo venezuelano. Segundo a pasta, as doações foram feitas sem comprometer os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS).
A missão faz parte da assistência humanitária prestada pelo governo brasileiro às autoridades venezuelanas após os terremotos, com envio de equipes, estrutura hospitalar e suprimentos para atendimento às vítimas.
Desastre é um dos piores das últimas décadas na Venezuela
Na última semana, dois abalos sísmicos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram o país em um curto intervalo de tempo. Os tremores provocaram destruição em diversas regiões e são apontados como um dos piores desastres na Venezuela em décadas. Edifícios residenciais foram destruídos, e também houve danos significativos à infraestrutura urbana, hospitais e serviços públicos.
De acordo com o coordenador residente da Organização das Nações Unidas (ONU) no país, Gianluca Rampolla Del Tindaro, mais de 500 réplicas já foram registradas desde os tremores iniciais. Segundo ele, equipes de resgate e de assistência humanitária seguem atuando em um ambiente de alto risco, enquanto o número de vítimas aumenta.
“Como se pode imaginar, continuamos operando em um ambiente de alto risco. Sete estados foram afetados. Os mais atingidos são o estado de La Guaira e o Distrito Capital de Caracas”, acrescentou.
A ONU e o governo venezuelano iniciaram a aquisição de 10 mil sacos para cadáveres diante da expectativa de que o número de mortos continue a crescer.
Mais cedo, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou que o número de mortes subiu para 1.719. Outras 5.034 pessoas ficaram feridas e 15.866 permanecem desalojadas em consequência dos terremotos. As projeções das Nações Unidas apontam que mais de 55 mil pessoas podem ter morrido por causa do desastre.
Por Sputinik Brasil