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FGV: Confiança de Serviços sobe 2,1 pontos em junho ante maio, para 90,8 pontos

Por Estadao Conteudo Publicado em 29/06/2026 às 08:37
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) do FGV IBRE avançou 2,1 pontos em junho, para 90,8 pontos, maior nível desde janeiro de 2026 (90,9 pontos), e avançando pela segunda vez consecutiva em junho. Na mídia móvel trimestral, o índice passa a estar em tendência ascendente, com alta de 0,8 ponto, para 89,1 pontos.

A alta do ICS foi reflexo da melhoria dos seus dois componentes. O Índice de Situação Atual (ISA-S) avançou 0,9 ponto, para 92,6 pontos, e o Índice de Expectativas (IE-S) subiu 3,3 pontos, para 89,1 pontos, a maior alta desde janeiro de 2026 (4,2 pontos).

A recuperação das expectativas para os próximos meses foi o motor para a alta, com melhoria também na percepção sobre a situação atual.

"Parte desse intervalo é justificado pela redução da incerteza externa, com a distensão do conflito no Oriente Médio e a acomodação dos preços do petróleo eliminando o pessimismo que pressionava as perspectivas nos meses anteriores. Ainda assim, os juros em patamar restritivo e o elevado endividamento das famílias seguem como contrapesos, refletindo em cautela quanto à sustentação da confiança ao longo do segundo semestre", avalia o economista do IBRE, Stéfano Pacini.

Os dois componentes do ISA-S registraram comportamentos distintos: o indicador de volume de demanda atual avançou 1,6 ponto, para 94,3 pontos, enquanto o de situação atual dos negócios registrou relativa estabilidade, com alta de 0,2 ponto, para 90,8 pontos. Pela ótica do IE-S, o indicador de demanda prevista nos próximos três meses subiu 4,6 pontos, alcançando 90,0 pontos, enquanto o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses avançou 2,1 pontos, chegando a 88,4 pontos.

No resultado trimestral, a confiança de Serviços recuou 0,7 ponto no segundo trimestre de 2026, com quedas divulgadas por todos os principais segmentos. O movimento contrastou com o primeiro trimestre, quando todos os segmentos contribuíram positivamente. “Embora a confiança tenha tido a subida na margem, a ótica trimestral mostra que o setor ainda não recompôs as perdas ao longo do segundo trimestre, queda que a recuperação ainda é gradual”, avalia Pacini. O comportamento dos Serviços Prestados às Famílias ilustra esta leitura: maior destaque positivo na margem em junho, foi também os segmentos que mais perderam confiança no trimestre, indicando que parte da alta recente carrega componente de compensação.

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