EDUCAÇÃO CIENTÍFICA

Fiocruz amplia prazo de inscrição para Olimpíada de Saúde e Meio Ambiente

Participação é gratuita e contempla trabalhos de estudantes de escolas públicas e privadas em três modalidades

Por Agência Brasil Publicado em 29/06/2026 às 08:02
Inscrições da Olimpíada de Saúde e Meio Ambiente seguem abertas até 20 de julho

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) prorrogou até o dia 20 de julho o prazo de inscrições para a 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma). A medida tem como objetivo dar mais tempo a professores de todo o país para inscrever trabalhos que articulem saúde, meio ambiente, educação e ciência. As inscrições podem ser feitas no site da Olimpíada.

A participação é gratuita. São aceitos trabalhos de estudantes do Ensino Fundamental II, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Ensino Técnico Concomitante, de escolas públicas e privadas, nas modalidades de produção audiovisual, produção de texto e projeto de ciências.

De acordo com a coordenadora nacional da Obsma, Cristina Araripe, também coordenadora de Divulgação Científica da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) da Fiocruz, a prorrogação das inscrições reforça o compromisso da instituição com a divulgação científica e o estímulo à ciência.

Valorização

“Queremos, cada vez mais, valorizar o trabalho dos professores e, assim, dar a oportunidade para que mais estudantes vivam a experiência científica e compartilhem suas ideias com as escolas e a comunidade”, disse Cristina.

A Fiocruz espera aumento significativo na apresentação de projetos, já que vários professores estavam finalizando as atividades do 1º semestre.

Podem ser inscritos trabalhos feitos no ano de 2025 até 30 de junho de 2026. A seleção será realizada por etapas. Na primeira fase, que se estenderá até agosto deste ano, serão escolhidos 42 projetos como Destaques Regionais, que concorrerão à etapa nacional.

No final de novembro, serão indicados seis projetos como Destaques Nacionais, que receberão troféu e certificado de participação.

Um professor e um estudante de cada projeto indicado na etapa regional serão convidados para participar da cerimônia final de premiação, que ocorrerá no campus da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Todas as despesas de viagem serão pagas pela instituição e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

A Olimpíada também conta com a premiação especial “Menina Hoje, Cientista Amanhã”. A categoria é concedida a equipes femininas, formadas por professoras e alunas, para valorizar o protagonismo feminino e incentivar o interesse pela ciência, tecnologia e inovação desde a educação básica.

Na edição anterior, o prêmio foi concedido ao projeto “A necessidade de mais Terezas Batistas”, da Escola Estadual José Ribeiro Silva, em Baldim (MG). O trabalho abordou a importância da vacinação e o combate à desinformação sobre vacinas.

Obsma

Criada em 2001 pela Fiocruz, a Obsma busca incentivar a produção de projetos escolares nas áreas de saúde, meio ambiente e ciência, fortalecendo a participação estudantil e a integração entre educação e pesquisa. A Olimpíada é bienal.

Nas 12 primeiras edições, a Obsma teve a participação de 3,6 mil escolas, distribuídas em 3,2 mil municípios, envolvendo 28,5 mil professores. Mais de 10 mil trabalhos foram inscritos e cerca de 510 mil estudantes participaram das atividades científicas. Ao todo, 356 trabalhos foram premiados nas três categorias.