Flávio Bolsonaro aponta falha do Brasil fora de plano de segurança dos EUA
Em conferência na Argentina, senador criticou a posição brasileira sobre PCC e Comando Vermelho
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou, neste domingo (28), em evento na Argentina, a ausência do Brasil na iniciativa Escudo das Américas, cooperação em segurança e defesa lançada pelo governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, em março de 2026.
Segundo Flávio Bolsonaro, o governo brasileiro optou por não participar da cooperação para fazer "lobby internacional em favor de terroristas".
"Infelizmente, o presidente do Brasil não esteve presente. E não foi uma simples ausência. Foi pior. Enquanto os países vizinhos se uniam para combater o crime, o governo do meu país seguiu o caminho oposto: o Brasil mobilizou-se, no mais alto nível, para pedir aos Estados Unidos que não classificassem as duas maiores facções criminosas brasileiras — o PCC e o Comando Vermelho — como organizações terroristas", declarou.
A declaração foi feita durante discurso na Conferência de Presidentes da América Latina, promovida pela Fundação dos Aliados de Israel (IAF, na sigla em inglês) e pela Amigos Americanos dos Acordos de Abraão (Afoia, na sigla em inglês).
No evento, Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil voltará a ser "irmão da Argentina" caso vença as eleições para presidente, em outubro.
Segundo o senador, a América do Sul passa por uma "onda azul" após os resultados das eleições na Colômbia e no Peru, que elegeram políticos com viés de direita, somando sete dos 12 países sul-americanos com esse perfil.
O presidente dos EUA, Donald Trump, lançou o plano Escudo das Américas em 7 de março, durante uma cúpula em Miami, com uma dúzia de líderes latino-americanos. As maiores economias da região, México e Brasil, assim como a Colômbia, não foram convidadas.
Por Sputinik Brasil