Resgate encontra 33 pessoas com vida após terremotos na Venezuela
Balanço informado aponta 1.450 mortos, 3.650 feridos e cerca de 50 mil desaparecidos, segundo órgão da ONU
Equipes de resgate retiraram com vida 33 pessoas dos escombros provocados pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela na última semana. A informação foi divulgada neste domingo (28) pela presidente interina do país, Delcy Rodríguez.
"Estamos vivendo horas críticas, nas quais ainda é possível salvar vidas. Até o momento, conseguimos resgatar 33 pessoas com vida", afirmou Rodríguez durante encontro com equipes internacionais de busca e salvamento, transmitido pela emissora estatal VTV.
A presidente agradeceu o apoio dos grupos estrangeiros que atuam nas operações e ressaltou a importância da cooperação internacional na resposta ao desastre. O Brasil enviou profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), bombeiros militares de Minas Gerais, São Paulo e Paraná e especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
"Cada socorrista que chegou à Venezuela e cada cão de busca que vocês trouxeram representam uma mensagem de solidariedade para o nosso país. O povo venezuelano deposita grandes esperanças em vocês", disse.
Até o momento, foram contabilizadas 1.450 mortes e 3.650 pessoas feridas. Dezenas de edifícios foram destruídos, hospitais e outras infraestruturas sofreram danos, e o principal aeroporto do país foi fechado.
O Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas estima que cerca de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas.
Na noite de 24 de junho, a Venezuela foi atingida por dois fortes terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). Depois dos abalos principais, foram registradas cerca de 430 réplicas.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou condolências ao governo e ao povo venezuelanos pelas vítimas da tragédia. Moscou também manifestou disposição para prestar assistência a Caracas.
Por Sputnik Brasil