SENADO

Flávio Bolsonaro não votou em 43% das deliberações nominais do Senado

Levantamento citado pela mídia aponta índice acima da média dos senadores em meio a agendas de pré-campanha à Presidência

Por Sputnik Brasil Publicado em 28/06/2026 às 12:01
Legenda não informada no material original. © Lula Marques/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou de votar em 43% das deliberações nominais do Senado em 2026, segundo levantamento de um jornal de grande circulação. O percentual é mais que o dobro da média registrada entre os 81 senadores, que foi de 20% nas 49 matérias analisadas até 22 de junho.

De acordo com a apuração, as votações nominais exigem o registro individual do voto e não incluem sessões simbólicas. O cálculo considera situações em que o parlamentar estava presente, mas não votou, ou em que não compareceu à sessão. Ausências justificadas por saúde, missões oficiais ou licença foram desconsideradas.

Entre as propostas em que Flávio Bolsonaro esteve presente, mas não registrou voto, estão a PEC que cria a Política Nacional de Apoio ao Transporte Rodoviário Profissional e o projeto que ajustou o Orçamento à nova licença-paternidade. O senador também não votou em matéria sobre o uso de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para capacitação de servidores penitenciários.

O parlamentar também faltou a sessões que analisaram indicações de autoridades, como embaixadores e o novo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), além da votação que isentou entidades filantrópicas de tributos federais.

Desde que foi escolhido pré-candidato à Presidência pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro tem cumprido agenda de viagens e articulações políticas para reduzir o favoritismo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e capitalizar o sentimento de antipetismo.

Segundo o jornal, Flávio Bolsonaro divide o quinto lugar no ranking de ausências com Cleitinho (Republicanos-MG), Eduardo Gomes (PL-TO), Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO) e Wellington Fagundes (PL-MT).

O senador que mais deixou de votar foi Romário (PL-RJ), seguido por Wilder Moraes (PL-GO) e, empatados, Angelo Coronel (Republicanos-BA) e Oriovisto Guimarães (PSDB-PR). Renan Calheiros (MDB-AL) fecha o grupo dos dez mais ausentes.

As assessorias de vários senadores atribuíram as ausências a agendas institucionais, compromissos nos estados ou justificativas formais apresentadas à Mesa Diretora da Casa. Algumas destacaram que os parlamentares votaram em todas as PECs e projetos de lei, ausentando-se apenas em indicações de autoridades, ou que priorizaram o atendimento a prefeitos e vereadores em dias de grande movimento no Congresso.

Procurado pela mídia, Flávio Bolsonaro não respondeu aos questionamentos até a publicação.