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'O fujimorismo nunca foi embora': vitória de Keiko marca guinada à direita da América Latina?

Por Sputnik Brasil Publicado em 26/06/2026 às 22:42
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'O fujimorismo nunca foi embora': vitória de Keiko marca guinada à direita da América Latina? A eleição de Keiko Fujimori como presidente do Peru é vista por especialistas como um marco que vai além da política doméstica e pode redesenhar o equilíbrio ideológico na América Latina. Em meio a acusações de interferência e contestação dos resultados pela oposição, analistas avaliam que o país entra em mais um ciclo de tensão institucional. À Sputnik Brasil, o pesquisador Lucas Berti, do IESP-UERJ, afirma que o resultado reforça a presença de uma corrente política associada ao legado de Alberto Fujimori, marcada por forte polarização no país. "É um movimento disfarçado de combate à corrupção, mas que, na verdade, é o oposto disso." A disputa eleitoral foi contestada pelo candidato derrotado Roberto Sánchez, que questionou a contagem dos votos e não reconheceu a vitória, ampliando o clima de incerteza após um processo já apertado.“O Roberto Sánchez ganhou no território peruano, mas a Keiko virou e levou, possivelmente, a eleição por causa dos votos do exterior.” Em meio ao debate político, analistas lembram que o fujimorismo mantém uma presença contínua na vida política peruana, mesmo após sucessivas disputas eleitorais. No campo internacional, especialistas apontam que a vitória pode reposicionar o Peru na disputa geopolítica entre Estados Unidos e China, com tendência de maior aproximação com Washington, sem ruptura com Pequim. O pesquisador Ghaio Nicodemos avalia que esse alinhamento não deve ser automático devido à dependência econômica do país em relação à China. Ele também ressalta que a política externa peruana costuma ser fragmentada entre áreas mais pragmáticas e outras mais ideológicas, o que pode definir os rumos do novo governo. Siga a @sputnikbrasil no Telegram


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