Geral

Brasil não está livre: impossível dizer quando e onde ocorrerá próximo terremoto, dizem especialistas

Por Sputnik Brasil Publicado em 25/06/2026 às 22:46
© telegram SputnikBrasil

Brasil não está livre: impossível dizer quando e onde ocorrerá próximo terremoto, dizem especialistas À Sputnik Brasil, José Alexandre Nogueira, mestre e pesquisador do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), explica que a Venezuela é um país sismicamente ativo por estar na borda de duas placas tectônicas — a placa do Caríbe, no extremo norte do continente; e a Sul-Americana, inserida no meio de outros países da América do Sul. Segundo o pesquisador, é possível que um dos abalos que atingiram a Venezuela ontem (24) tenha influenciado a ocorrência do outro, embora ele considere mais provável que se trate de tremores em sequência, em função da dinâmica natural das estruturas tectônicas. Nesse tipo de sistema, o movimento das falhas pode gerar tanto eventos isolados quanto sucessivos em um curto intervalo de tempo. Luiz Carlos Bertolino, professor titular de geologia, aponta que, embora o território brasileiro não sofra com terremotos, não está "totalmente livre" de abalos. "Felizmente, os que ocorrem no Brasil são de baixa intensidade e, às vezes, nem perceptíveis para o ser humano", apenas sendo registrados por sensores e estações sismográficas. Bertolino reforça que o Brasil possui profissionais dedicados ao estudo da distribuição dos eventos sísmicos no território, que ajudam a compreender como esses abalos se manifestam no país. Ele observa que algumas regiões apresentam maior incidência, como partes do Nordeste — incluindo Ceará e Rio Grande do Norte — além de áreas do interior de Minas Gerais, como o Triângulo Mineiro, onde já foram registrados tremores de baixa intensidade. Apesar disso, reforça que esses eventos são, em geral, leves e detectados apenas por equipamentos especializados. "Os pesquisadores tentam associar, entender esse fenômeno e também a sua distribuição espacial e temporal", afirma. Siga a @sputnikbrasil no Telegram


Por Sputinik Brasil