Galípolo atribui ruído no Copom a excesso de informação em comunicado
Presidente do Banco Central disse que não houve mudança na política monetária e defendeu comunicados mais concisos
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira, 25, que a comunicação da reunião de junho do Comitê de Política Monetária (Copom) gerou ruído por excesso de informação, e não por falta dela.
Segundo Galípolo, o caso envolveu uma incompreensão causada por um parágrafo do comunicado. Ele disse que o trecho tentou explicar vários pontos em um espaço reduzido e conciso.
"É um caso particular de uma incompreensão, um ruído que foi gerado a partir daquele parágrafo que decorre da tentativa de explicar uma série de coisas em um espaço que é muito apertado, muito conciso do próprio comunicado", afirmou durante entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre.
O presidente do BC assumiu a responsabilidade pela forma como a mensagem foi transmitida. "A responsabilidade, se o parágrafo não conseguiu transmitir aquilo que queríamos em um espaço conciso, é absolutamente minha aqui", declarou. Ele também observou que o comunicado apresenta o consenso do colegiado.
Galípolo destacou que não houve qualquer mudança em relação à política monetária. Para ele, a discussão que permanece é sobre o nível de detalhamento dos comunicados do Copom.
"Talvez seja mais pertinente realmente a gente deixar os nossos comunicados mais concisos e reservar explicações como essa para a ata", disse.
O banqueiro central também ponderou que a decisão de cortar a Selic em 0,25 ponto porcentual foi indicada pela maioria dos participantes do Questionário pré-Copom (QPC) como a medida que deveria ser adotada. Ele mencionou ainda que, na data da reunião, a curva de juros precificava mais de 20 pontos de corte.