ECONOMIA GLOBAL

FMI prevê normalização gradual em Ormuz e alerta bancos centrais sobre inflação

Julie Kozack afirmou que o cessar-fogo no Oriente Médio é positivo, mas disse que países africanos e importadores de energia devem sentir mais os impactos

Por Estadao Conteudo Publicado em 25/06/2026 às 12:53
Ormuz Associated Press

A diretora de Comunicações do Fundo Monetário Internacional (FMI), Julie Kozack, afirmou nesta quinta-feira que o cessar-fogo no Oriente Médio é bem-vindo, mas ponderou que a normalização total do tráfego no Estreito de Ormuz deve levar tempo, caso a paz seja mantida na região.

Segundo Kozack, as expectativas globais de inflação seguem ancoradas, mas os bancos centrais precisam permanecer vigilantes. Em coletiva de imprensa, ela destacou que os países africanos, especialmente aqueles com limite fiscal apertado, e os grandes importadores de energia devem enfrentar os maiores impactos do choque de energia.

Ao tratar do Líbano, a diretora afirmou que o país atravessa uma situação delicada e não descartou a possibilidade de um programa de reformas com apoio do FMI. A expectativa é de contração do Produto Interno Bruto (PIB) libanês neste ano.

Questionada sobre a Argentina, Kozack disse que o país latino-americano tem avançado em direção à resiliência econômica. Ela afirmou que o FMI está confiante de que as autoridades vão manter a âncora fiscal e reconstruir os colchões de capital. “Inflação está caindo, reservas estão sendo reconstruídas e a economia está crescendo”, acrescentou.

A diretora também avaliou que a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter os juros na semana passada foi “apropriada”, considerando que a inflação deve alcançar a meta de 2% no fim de 2027.

Kozack ainda prestou condolências à Venezuela após o terremoto que atingiu o país na noite anterior e informou que a instituição acompanha a situação para avaliar as necessidades.