FERTILIZANTES

Lula formaliza retomada de fábrica de fertilizantes em Mato Grosso do Sul

Unidade em Três Lagoas integra o Novo PAC, está paralisada desde 2015 e deve receber mais de R$ 5 bilhões

Por Agência Brasil Publicado em 25/06/2026 às 12:51
Lula assinou contratos para concluir fábrica de fertilizantes em Três Lagoas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quinta-feira (25), os contratos para a conclusão da planta da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul. A unidade faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e deve receber investimentos superiores a R$ 5 bilhões para ser concluída.

Paralisada desde 2015, a unidade teve a retomada confirmada pela Petrobras após nova reavaliação técnica e econômica, que atestou a viabilidade do projeto.

Notícias relacionadas:

Petrobras retoma fábricas de fertilizantes para atender 35% da demanda.

Lula anuncia Teresa Leitão como nova liderança do governo no Senado.

Lula oferece ajuda à Venezuela e manifesta consternação com terremoto.

“Agora vai. Era pra ter começado bem antes”, avaliou Lula durante a cerimônia.

“Podem ficar certos, esse país vai construir sua soberania, sendo independente de importação de fertilizantes dos outros países. É apenas esperar que a gente vai ver o que vai acontecer”, completou o presidente.

Em nota, o Palácio do Planalto informou que o empreendimento é considerado estratégico para ampliar a produção nacional de fertilizantes, fortalecer a segurança alimentar e reduzir a dependência externa do país.

“Quando entrar em operação comercial, prevista para 2029, a unidade terá capacidade para produzir 3,6 mil toneladas diárias de ureia granulada e 2,2 mil toneladas diárias de amônia, totalizando cerca de 1,3 milhão de toneladas de ureia por ano, volume equivalente a aproximadamente 16% da demanda nacional pelo insumo”, informou o Palácio do Planalto na nota.

Ainda segundo o Planalto, a localização da fábrica é considerada estratégica porque o Centro-Oeste responde por cerca de 40% da demanda brasileira de ureia, impulsionada, sobretudo, pelas culturas de milho, cana-de-açúcar, algodão e pastagens.

“A proximidade da unidade com importantes polos produtores agrícolas deve ampliar a confiabilidade do abastecimento e reduzir custos logísticos para produtores rurais, especialmente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo”, destacou o comunicado.

Atualmente, a carteira de fertilizantes da Petrobras no Novo PAC reúne quatro unidades: Fafen-BA, Fafen-SE, ANSA e UFN-III.

“Com a entrada em operação dessas plantas, a estatal projeta atender cerca de 35% do mercado nacional de ureia até 2029. Antes da retomada das fábricas, 100% da ureia consumida no país era importada”, informou a nota do Palácio do Planalto.