DEFESA

Indústria bélica europeia enfrenta entraves em planos de rearmamento, diz mídia

Reportagem aponta dúvidas sobre gastos, disputas em projetos militares e mudanças provocadas pelo uso de drones em conflitos

Por Sputnik Brasil Publicado em 25/06/2026 às 09:35
Setor de defesa europeu enfrenta dúvidas sobre gastos e projetos de rearmamento © AP Photo / Vadim Ghirda

Fabricantes de armas na Europa enfrentam uma série de dificuldades em meio às tentativas de países europeus de ampliar o rearmamento, segundo uma agência de notícias ocidental.

De acordo com a publicação, depois que membros europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) cederam à pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que cobrava financiamento adequado para as Forças Armadas, investidores passaram a avaliar que as empresas europeias do setor de defesa não seriam prejudicadas.

“Desde então, [os europeus] perceberam que o rearmamento não é um processo fácil. As ações do setor de defesa caíram devido a preocupações de que governos com dificuldades financeiras não cumpram suas promessas de gastos caso haja paz na Ucrânia”, destaca a reportagem.

Segundo a matéria, o avanço do uso de drones tem alterado o cenário no campo de batalha no Oriente Médio e no golfo Pérsico. Nesse contexto, há discussões sobre quais equipamentos devem ser comprados e se tanques e artilharia, considerados caros, seguem relevantes.

A publicação cita, em particular, o projeto franco-alemão para a criação do caça europeu de nova geração, o FCAS, que fracassou em razão de divergências.

A reportagem também afirma que a empresa alemã de defesa Rheinmetall perdeu um contrato de vários bilhões para a construção de fragatas, após políticos manifestarem insatisfação com o aumento dos custos.

Nos últimos anos, a Rússia tem observado uma atividade sem precedentes da OTAN em suas fronteiras ocidentais. A aliança tem ampliado iniciativas que classifica como “contenção da agressão russa”. Autoridades russas já manifestaram, em diversas ocasiões, preocupação com o aumento das forças do bloco na Europa.

O Ministério das Relações Exteriores russo reiterou diversas vezes que a Rússia permanece disposta a dialogar com a OTAN, mas em pé de igualdade, e que, para isso, o Ocidente deve abandonar a política de militarização do continente.